“Sem vedetas nem prémios monetários”.

A prova principal terá uma distância de 11 quilómetros e tem como local de partida o Quartel da Pontinha, em Odivelas, onde esteve instalado o Posto de Comando do MFA que conduziu à revolução.

A Corrida da Liberdade vai já para a 41ª edição e o presidente da Associação das Coletividades do Concelho de Lisboa (ACCL), que co-organiza a prova com a Câmara Municipal de Lisboa, fez questão de salientar o caráter especial desta prova que terá lugar na manhã do dia 25 de abril.

Durante a apresentação do evento, que decorreu no Museu do Desporto em Lisboa, Pedro Franco afirmou que “a corrida tem aumentado de participantes”, sendo que “este ano será batido o recorde de inscrições, com mais de 7500 pessoas.

“Foi com provas como esta e outras que conseguimos contribuir para que Lisboa fosse escolhida para a Capital Europeia do Desporto em 2021”, sublinhou Pedro Franco.

Também Duarte Cordeiro enalteceu o simbolismo da Corrida da Liberdade. O vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa entende que “o 25 de Abril é data mais importante que temos na nossa democracia”. E acrescenta: “faço parte de uma geração que nasceu depois da revolução, mas estou muito grato e faço da minha responsabilidade manter a memória e os valores do 25 de abril vivos”.

O autarca recorda que a prova “mobiliza toda a comunidade de Lisboa para a comemoração de forma saudável desta data tão importante para o nosso país”, sem esquecer também Lisboa – Capital Europeia do Desporto em 2021: “um dos objetivos é aumentar os praticantes e a prática desportiva”.

Mas a 41ª Corrida da Liberdade também se faz com apoio da Câmara Municipal de Odivelas. O vereador do desporto desta autarquia, Paulo César, referiu que esta “corrida feita de amor, afetos e de dedicação é emblemática não só para o concelho de Lisboa, mas também para o concelho de Odivelas”.

O autarca de Odivelas reconheceu ainda que “esta corrida muito mais que uma prova desportiva”.

E lançou um desafio a Duarte Cordeiro, que mais organizações destas se possam fazer entre a Câmara de Lisboa e a Câmara de Odivelas. “O desporto é isto mesmo: inclusão e trabalho de equipa”, rematou.

PATRONO

Como acontece todos os anos, a organização vai homenagear uma figura da sociedade portuguesa na corrida do próximo dia 25 de abril. Este ano, Moniz Pereira será lembrado postumamente.

Professor e treinador de atletismo, Moniz Pereira foi a principal figura da modalidade, cujo trabalho se viu reconhecido após a vitória de Carlos Lopes na maratona dos Jogos Olímpicos de Los Angeles (EUA) em 1984.

Em representação da família do “senhor atletismo”, Ana Santos salientou a justiça desta homenagem. “Moniz Pereira impôs novos métodos de treino, o que se traduziu em melhores resultados para os atletas”. Por outro lado, “Moniz Pereira marcou a história do olimpismo, do desporto e da história de Portugal enquanto povo”.

Recorde-se que no Museu do Desporto decorre uma exposição com o espólio do patrono desta prova.

A 41ª Corrida da Liberdade é um evento desportivo de cariz popular, iniciada em 1978 por militares afetos ao Movimento das Forças Armadas (MFA), e que inclui três provas de atletismo e uma caminhada acessível à participação de todos.

A prova principal terá uma distância de 11 quilómetros e tem como local de partida o Quartel da Pontinha, em Odivelas, onde esteve instalado o Posto de Comando do MFA que conduziu à revolução.

Segundo a organização, vão estar presentes atletas federados e não federados em representação individual ou coletividade, e não haverá qualquer troféu ou prémio monetário.

Para além da prova principal, haverá partidas desde o Marquês de Pombal, do Quartel do Carmo e da Praça do Saldanha (caminhada). A chegada é comum a todas as provas: a Praça dos Restauradores.

E ao contrário de muitas outras corridas que se realizam no país, a iniciativa da ACCL e da Câmara de Lisboa é de inscrição gratuita.