O facto de a Praça do Martim Moniz ser considerada por quase toda agente – de historiadores a jornalistas locais –uma praça mal-amada, prende-se com o facto histórico de ser um espaço cujas intervenções sempre deixaram muito a desejar.
Criada oficialmente em 1170 como Terreiro dedicado ao comércio entre a população muçulmana e os cristãos, o local foi crescendo desordenadamente ao longo dos séculos, até que, na década de 1940, o Estado Novo decidiu fazer demolir grande parte do edificado existente, incluindo a Igreja do Socorro.

Considerada por muitos uma intervenção algo arbitrária e inacabada, o espaço só voltou a ser intervencionado quarenta anos mais tarde (década de 1980) para, novamente, ver o plano de reabilitação adiado e inacabado.

Mais dez anos passados, e a zona voltou a ser alvo de intervenção por parte da Câmara de Lisboa, através do presidente João Barroso Soares, que implantou um total de 40 quiosques em metal e vidro que nunca foram do agrado de comerciantes, nem de moradores, nem de visitantes e turistas. Alguns destes quiosques foram retirados já no início do século XXI, com o intuito de abrir a Praça a atividades mais lúdicas e culturais.

Facto é que esta intervenção também não se mostrou ser do agrado dos lisboetas e sobretudo dos moradores da zona que se queixam repetidamente do excessivo barulho fora de horas, bem como da falta de higiene do espaço.

URBANISMO | NOVA REMODELAÇÃO NO MARTIM MONIZ

 

 

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