Catraia de Lisboa Há mais de um século, o lugar do Alto do Pina tinha o encanto das regiões rurais, com extensos campos de trigo, olivais e lameiros.

Para muitos a colina mais bela de Lisboa, a sua relação com o Tejo sempre foi sua pertença. Nas suas margens, os catraios desembarcavam o pescado de rio e de mar.

Os homens amanhavam o pescado de uma jornada rija, trabalho para sustento da sua família.  As varinas, com o seu arrojo, apregoavam peixe fresco, num corrupio de lugares pitorescos e modestos cheios de tradição.

Por entre amanhos e pregões, a varina e o peixeiro enamoram no catraio à beira-Tejo contando o nascer do sol que espreita e rompe a madrugada. Pelo Santo António preparam-se arraiais e dotes dos namorados, que ora irão casar.

Em honra da Nossa Senhora, enfeitam-se varinos, catraios e faluas, procissão de devotos no Tejo. É este imaginário alfacinha de gentes de colina e beira-rio, das vendedeiras varinas, mulheres de coragem e sem espartilhos, dos peixeiros e da devoção religiosa que pretendemos caracterizar.

A Lisboa que ainda hoje nos fascina, cidade de rio e colina, onde o Alto do Pina é uma catraia de um Tejo que nos enamora!

MADRINHA: Olívia Ortiz |PADRINHO: Flávio Furtado

Grande Marcha de Lisboa

Autor da Letra: Dina Teresa de Oliveira Barco
Autor da Musica: José Manuel Venda Condinho

Letra

Fonte: EGEAC