Uma homenagem para memória futura. Os alcantarenenses vão agora poder recordar os feitos de Germano de Figueiredo, jogador do Atlético e do Benfica, graças à peça escultórica inaugurada pela Junta de Freguesia de Alcântara.

Quem aguardava esta manhã na Rua de Alcântara pela inauguração da escultura de homenagem a Germano de Figueiredo ficou surpreendido pelo resultado final da peça do artista Miguel Figueiredo.

“Não reconheço ali o Xuxa”, diziam os contemporâneos do futebolista, recordando a alcunha de pequeno, quando jogava à bola nas ruas.

“Germano de Figueiredo é o maior símbolo do desporto de Alcântara”. Foi desta forma que Davide Amado recordou o atleta que iniciou a carreira no Atlético Clube de Portugal, antes de rumar ao Sport Lisboa e Benfica, numa altura em que se assinala o 13º aniversário da sua morte.

O presidente da Junta de Freguesia de Alcântara, autarquia responsável por esta iniciativa, disse ainda que esta homenagem foi uma “forma de repor justiça” a um homem que deve ser, no futuro, “recordado pelos mais jovens”.

Tal como Ricardo Delgado. O atual presidente do Atlético Clube de Portugal só conhece Germano das histórias que ouve contar e, por isso, agradece à junta de freguesia pela homenagem que “ficará para sempre”.

Já Ângelo Mesquita, presidente da Assembleia do clube alcantarenense, viveu de perto os feitos da velha glória do Atlético, Benfica e seleção nacional. “O Germano morava na minha rua”, lembra. “Todos paravam para ver o Germano passar com o seu automóvel Lotus Elan”.

Segundo Ângelo Mesquita, “todos viam no Germano um exemplo a seguir”, não só pela qualidade do jogador, mas também por ser “anti-vedeta”.

“Parecia que não corria, flutuava”, sustenta o dirigente do Atlético.

Em representação de Luís Filipe Vieira, Almeida Lima revelou a sua admiração pelo atleta. O vice-presidente do Sport Lisboa e Benfica deu conta do “posicionamento de Germano como homem na sociedade”, que era também “um homem de cultura, sempre de livro na mão”.

“Foi um futebolista genial e um homem sensacional”, rematou.

Germano de Figueiredo nasceu a 23 de dezembro de 1932. No Atlético Clube de Portugal, o defesa central entre 1951 e 1960. Foi nesse clube que Germano seria chamado sete vezes à seleção nacional.

A transferência para o Benfica acontece no verão de 1960, já com 27 anos. Nos encarnados, o atleta conquistou quatro campeonatos nacionais, duas taças de Portugal e duas Taças dos Campeões Europeus, em 1961 e 1962.

Chegou a participar nas finais europeias de 63 (com o Milan) e de 65 (com o Inter), num jogo em que chegou a assumir a baliza, depois do guarda-redes Costa Pereira se ter lesionado.

Germano de Figueiredo faz parte do “Melhor 11 do Século”, uma distinção atribuída pela Federação Portuguesa de Futebol em 2015.

 

 

 

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