Já estão abertas as inscrições para os Tronos de Santo António 2018. A abertura oficial decorreu ontem no Museu de Lisboa – Santo António, no mesmo dia que foi apresentado o livro “Tronos de Santo António 2017”.

Quem quiser participar na exposição de rua terá até dia 27 de maio para se inscrever. O próprio Museu de Lisboa – Santo António oferece as estruturas, nas quais os participantes deverão decorar e colocar à vista, na rua, porta ou janelas, a partir do primeiro fim-de-semana de junho.

Será então realizada uma recolha fotográfica de todos os tronos e ao mesmo tempo será desenvolvido um roteiro para que o público possa percorrer um itinerário pelas pequenas construções por toda a cidade.

Mais tarde, à semelhança deste e dos anos anteriores, será editado um livro com todas as fotografias.

Catarina Vaz Pinto felicitou “a iniciativa que tem vindo a crescer”. Para a vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Lisboa, esta é uma ação que “revela bem quão importante é este santo” e que “como ele pode transmitir àqueles que nos visitam também uma parte daquilo que somos”.

E acrescenta: “esperamos que a iniciativa se consolide na nossa cidade e que seja a mostra da criatividade que existe em cada um de nós”.

Por sua vez, Pedro Teotónio Pereira deu conta que “isto não é um concurso”, tal como acontecia nos anos 50. O coordenador do Museu de Lisboa – Santo António sublinhou que “todos os tronos são vencedores” e que “o que interessa é a participação popular e o entusiasmo com que o fazem”.

O responsável lembra que a participação está aberta a todos, “das crianças aos idosos”, sejam os tronos pequenos ou grandes.

Depois de em 2017 terem sido 162 os tronos expostos nas ruas de 22 freguesias, Pedro Teotónio Pereira espera que este ano a iniciativa se alargue a todas as freguesias.

E a participação chegou mesmo a extravasar fronteiras: “Ceuta tem uma confraria muito importante de Santo António e pediu-nos para fazer o trono, e em Nova Iorque os emigrantes também quiseram participar”.

MUSEU

“O museu é importante para todos que gostam de conhecer a história do Santo António”, sustentou Pedro Teotónio Pereira. Inaugurado em 2014, o Museu de Lisboa – Santo António resulta da transformação do antigo “Museu Antoniano”, que existiu desde 1962.

O coordenador fala de um número elevado de visitantes estrangeiros interessados na figura.

“Muitos julgam que o santo é de Pádua e ficam muito surpreendidos sabendo que Santo António nasceu aqui em Lisboa”, afirma.

Quanto ao ritmo de visitantes, Pedro Teotónio Pereira dá conta que os internacionais têm uma presença mais regular ao longo de todo o ano, sendo que os nacionais “são mais habituais na altura dos Santos Populares”.

Com duas vertentes, o Museu de Lisboa – Santo António “mostra por um lado a história do Santo António e, por outro, as tradições que se desenvolveram à volta da figura”.

Pedro Teotónio Pereira explica que “o Santo António de Pádua era mais institucional, mais ligado à igreja, enquanto que o Santo António que os portugueses adotaram é o ‘Santo Antoninho’, muito mais próximo das pessoas, mais popular”, não tivesse sido ele “o santo casamenteiro”.

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