Um novo teatro na cidade a abrir e um concerto com Gilberto Gil para encerrar. Os trinta dias mais animados da cidade de Lisboa estão aí à porta.

A programação das Festas de Lisboa já foi apresentada e uma das grandes novidades é a abertura do LU.CA – Teatro Luís de Camões, no primeiro dia do evento, 1 de junho, Dia Mundial da Criança.

A nova sala de teatro situa-se na Ajuda e vai abrir as portas durante um mês para espetáculos gratuitos e visitas.

Outra novidade é a atuação na Praça do Comércio da Orquestra Gulbenkian com a Orquestra Geração, um projeto de inclusão social com jovens de comunidades desfavorecidas. O concerto acontece no dia 2 de junho.

Quem está de volta ao Castelo de São Jorge é o fado. Nomes como Carlos do Carmo, Carminho e Camané vão atuar na iniciativa que conta com o apoio do Museu do Fado.

Outra das apostas da Empresa Municipal de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC) e da Câmara Municipal de Lisboa é na “diversidade”. O Festival Lisboa Mistura, a Festa da Diversidade e a Festa Indiana são disso exemplo.

De acordo com Joana Gomes Cardoso, “as festas são também um momento de inclusão de todos os lisboetas”. Segundo a presidente da EGEAC, “somos uma cidade com uma dimensão internacional”, salientando que “o Lisboa Mistura, a Festa da Diversidade e a Festa Indiana não deixam de ser lisboetas independentemente de cruzarem vários universos musicais de vários países”.

Durante a apresentação do programa, que decorreu no renovado Mercado de Arroios, Joana Gomes Cardoso enalteceu também a “dimensão tradicional” que as Festas de Lisboa têm, numa cidade com “capacidade para se reinventar”.

E acrescentou: “nesta edição vamos continuar a enaltecer muitas das tradições e aquilo que a cidade tem de mais bairrista e tradicional, sem qualquer tipo de complexos”.

E sem complexos irão desfilar na Avenida da Liberdade, no dia 12 de junho, as vinte e três marchas populares a concurso este ano, no momento icónico destas festas e que continua com “muita vitalidade e cheio de gente jovem”. Este ano, a homenagem será feita a Vasco Santana nos 120 anos do nascimento do ator.

As Festas de Lisboa vão virar os olhos a oriente. No ano em que passam 20 anos da Expo’98, a EGEAC não quis deixar de assinalar a efeméride e programou várias iniciativas no atual Parque das Nações, como por exemplo um espetáculo multimédia no Pavilhão de Portugal ou a mostra “Você Não Está Aqui”, com cerca de 70 fotografias de Bruno Portela que reportam ao período anterior à exposição universal de Lisboa.

As Festas de Lisboa vão terminar no dia 30 de junho com um concerto de Gilberto Gil no Jardim da Torre de Belém.

“VITALIDADE”

“Quase dois milhões de pessoas são esperadas” em alguns momentos das Festas de Lisboa, revelou Fernando Medina.

“Isto tem um impacto enorme na restauração, na hotelaria, no comércio local, em toda a vida da cidade. E depois também no que é a projeção da cidade, porque as festas hoje são uma montra para aqueles que nos visitam, para aqueles que nos veem pela televisão”, disse.

Aos jornalistas, o autarca não quis especificar qual o orçamento total das Festas de Lisboa: “não é possível apresentar uma estimativa global. O que podemos dizer é que progressivamente o orçamento das festas da cidade tende-se a ir equilibrando, na medida em que temos feito um esforço para que haja mais patrocinadores e patrocinadores com maior importância financeira”.

Na opinião de Fernando Medina, as Festas de Lisboa são “a grande manifestação popular da cidade de Lisboa, na expressão do seu bairrismo e do seu sentimento popular”.

O socialista fez ainda questão de destacar o concurso das sardinhas, “que continua a ser uma grande demonstração da vitalidade e modernidade das festas”. Este ano, mais de quatro mil propostas de “sardinhas” foram entregues na EGEAC por concorrentes de 63 nacionalidades.

Margarida Martins – Madrinha da Marcha dos Mercados 2016

Alegre por acolher a apresentação das Festas de Lisboa estava Margarida Martins. A presidente da Junta de Arroios deu conta que a freguesia “tem sempre um papel importante nas festa”, com destaque para o apoio à Marcha dos Mercados, para além da promoção dos eventos organizados pelas coletividades em Arroios.

Esta foi também uma forma de dar a conhecer o Mercado de Arroios. “Queremos que as pessoas voltem a este mercado, agora com as bancas e lojas todas organizadas e com ótimos restaurantes”, refere Margarida Martins.

PARCERIAS

Quem está de volta às Festas de Lisboa é a Sagres. A Central de Cervejas é novamente patrocinador principal do evento, regressando ao fim de nove anos.

Nuno Pinto de Magalhães recorda que “a Sagres nasceu em Lisboa em 1940” e que esta parceria é encarada então de “forma natural”.

O diretor de Comunicação e Relações Institucionais da Sociedade Central de Cervejas revelou que o acordo estabelecido com a EGEAC será valido até 2020 e integra não só as Festas de Lisboa como também “todas as festas do ano”, como a Passagem de Ano.

“Estamos muito entusiasmados e vamos apostar na diferenciação e na sustentabilidade”, garantiu Nuno Pinto de Magalhães.

A grande novidade é o recurso a copos reutilizáveis em alguns eventos neste mês de junho. A Sociedade Central de Cervejas está também a estabelecer contactos com as juntas de freguesia tendo em vista a recolha dos copos descartáveis que são deixados no chão.

Parceiro com alguma regularidade das Festas de Lisboa é a Olá. Para a representante da marca de gelados, Isabel Miguel, esta relação com a EGEAC é “muito importante para a marca”.

A Olá irá colocar cerca de 30 quiosques decorados com as imagens da festa em pontos estratégicos da cidade, um impacto que para Isabel Miguel é “muito grande ao nível da visibilidade”.

Presente desde 2010 está a Sical. Ana Leitão justifica a aposta no evento como uma forma de “demonstrar como a marca se encaixa na cultura da cidade de Lisboa”.

“A Sical é muito forte na zona de Lisboa e esta é mas uma forma de chegarmos a muita gente”, conclui.

Já a Paladin explica o seu posicionamento através do “lado popular” das Festas de Lisboa. A porta voz Sílvia Costa, entende que “as festas têm tudo a ver com a nossa marca”.

O objetivo é também “ajudar os bairros”. Ou seja, a marca oferece produtos, como por exemplo “porta-bifanas”, sempre numa perspetiva de facilitar a organização dos arraiais.

“Este ano vamos oferecer a animação, através da ‘Banda Paladin’, com músicas populares mas com uma sonoridade reinventada”.

A marca tem ainda uma novidade para este ano, no âmbito da responsabilidade social: vai oferecer extintores aos arraiais.

O

Olhares de Lisboa | O Jornal das Marchas