Após a aprovação, em 19 de julho do corrente ano, da alienação dos terrenos da antiga Feira Popular, em Entrecampos, prevista para a próxima semana (dia 12, segunda-feira), a Câmara decidiu adiar a operação para 23 de novembro.

Perante as dúvidas suscitadas pelo Ministério Público à operação urbanística que esta venda implicava o executivo camarário decidiu adiar a operação de alienação, tendo em vista o cabal esclarecimento, junto do MP, sobre as implicações urbanísticas que a operação financeira implica.

A Câmara respondeu ontem às questões levantadas pela procuradora do Ministério Público Elisabete Matos (são 14 páginas de respostas), “prorrogamos para que o Ministério Público possa ter o tempo adequado para analisar uma matéria complexa e averiguar as respostas que o município deu”, esclareceu em conferência de imprensa, o Presidente da Câmara Fernando Medina.

As propostas de aquisição ficam, assim, em aberto até às 17.00 horas do próximo dia 22 de novembro, sendo que a operação de alienação em hasta pública ficou agendada para dia 23, anunciou hoje o Presidente da edilidade.

A previsão é que a operação em causa possa render aos cofres da Câmara perto de 200 milhões de euros (a base de licitação estabelecida em julho é de 188,4 milhões de euros) proporcionando assim um aumento do orçamento camarário em 7,9% (de 1099 para 1187 milhões de euros) para 2019.

“Esta é uma operação essencial para a cidade” e “vai permitir resolver um problema que existe há muitos anos na zona de Entrecampos”, defendeu Medina, acrescentando que “queremos assegurar que não haja dúvidas e que tudo será esclarecido”.

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