Lumiar em Azulejo – Peça do Mosaico que É Lisboa Desde a antiguidade, o azulejo tem sido, para além de funcional, um elemento ímpar de expressão artística.

Herança da cultura árabe (az-zulaich), o azulejo, especialmente a partir do séc. XVI, desempenha um papel de relevo na arquitetura portuguesa, com particular incidência na nossa cidade de Lisboa.

Apesar de, no início, estar mais presente na arquitetura religiosa, bem como nas quintas e palacetes, paulatinamente começou a aparecer nos mais diversos espaços, sejam eles públicos ou privados, sumptuosos ou modestos.

Sendo um território no qual, desde tempos remotos, conviveram a nobreza (nas suas quintas e palácios de veraneio), o clero (nas diversas igrejas, conventos e ermidas ali instalados), e o povo (que nas suas habitações, por modestas que fossem, não dispensava um painel representando uma divindade que oferecesse proteção àquele lar), o Lumiar é titular de um riquíssimo património azulejar, que apesar das inúmeras vicissitudes urbanísticas foi sendo possível conservar e registar.

Evidencia-se, nesta matéria, a conceção estética da Quinta dos Azulejos, no Paço do Lumiar e, no domínio religioso, as igrejas de S. João Baptista, de N.ª Sr.ª do Carmo e a Ermida de S. Sebastião.

Mais recentemente, o Mercado Municipal e as 4 estações de metropolitano no Lumiar representam novas apostas na utilização deste elemento decorativo, que continua a marcar a arquitetura contemporânea e assim a vivência daqueles que interagem com o território.

A Marcha do Lumiar 2018 irá retratar esse elemento, numa fantasia alegre, dinâmica e plena de cor, para dar a conhecer aquilo que de melhor esta zona da cidade tem para oferecer: o seu património, a sua gente e a sua alegria de viver.

E tudo isto integrado num mosaico extraordinário que é a cidade de Lisboa.

Azulejos do Lumiar

Numa parede ou num banco,

São mosaicos de saudade.

Vestida de azul e branco

MADRINHA: Alexandra | PADRINHO: Paulo Matos

Grande Marcha de Lisboa

Autor da Letra: Dina Teresa de Oliveira Barco

Autor da Musica: José Manuel Venda Condinho

Letra

Fonte: Marcha do Lumiar / E.G.E.A.C