Presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior falou do privilégio em ter “tantos bairros com tantas marchas” em Santa Maria Maior.

Já partiu para Cabo Verde a Marcha de Alfama que irá representar a cidade de Lisboa em dois festivais naquele país africano.

A marcha vencedora do concurso de 2017 vai atuar em dois eventos na Cidade da Praia, na Ilha de Santiago. Primeiro, esta terça, no Kriol Jazz Festival Praia, e depois no dia 17, no Atlantic Music Expo.

À partida no aeroporto, Diogo Vaz falou ao Olhares de Lisboa e não escondeu a satisfação de representar a coletividade (Centro Cultural Dr. Magalhães Lima), a Marcha de Alfama, a cidade e o país em dois festivais.

“São duas atrações turísticas em Cabo Verde e vamos dignificar com certeza o nosso país e a nossa cidade”, declara o marchante, que nesta digressão irá substituir o coordenador João Ramos, que não pode viajar por motivos profissionais.

“A pouco e pouco o João Ramos está a passar-me a pasta para que eu ganhe algumas noções dos bastidores. Esta é o meu primeiro grande desafio”, acrescenta o marchante que está há 14 anos nestas lides.
“Levar as nossas tradições e mostrar aquilo que de melhor temos na nossa cidade” são as ambições manifestadas por Diogo Vaz antes de embarcar.

O responsável explicou que a comitiva integra cerca 60 pessoas, dos quais 45 são marchantes: “este ano, apenas quatro ou cinco não puderam viajar”.

Esta não é a primeira digressão da Marcha de Alfama. Diogo Vaz recorda por exemplo as viagens ao Japão, em 1993, a Itália, em 2007, ao Brasil, e as mais recentes deslocações a Macau.

Embora estas duas apresentações sejam ainda com os figurinos de 2017, o coordenador desta digressão antecipa já o concurso de junho 2018. “Vamos defender o primeiro lugar, mostrando um equilíbrio entre o antigo e a situação atual que Alfama está a viver agora”, devido ao alojamento local.

FREGUESIA DE MARCHAS

“É um privilégio ter na nossa freguesia tantos bairros com tantas marchas e todas elas encantadoras”, declarou Miguel Coelho, na partida da Marcha de Alfama para Cabo Verde.

O presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior afirmou ao Olhares de Lisboa que “é também um privilégio ter a marcha que em regra costuma ganhar”.

Um sinal de que “as pessoas são muito competentes e competitivas, e que procuram dar o seu melhor todos os anos para tentar ganhar o concurso, como aliás acontece com todas as outras”.

O presidente da junta não tem preferências: “desde que Santa Maria Maior ganhe sempre”.

Sobre a participação da Marcha em Cabo Verde, Miguel Coelho sublinhou que “vai ser novamente um momento em que nós levamos para fora parte da nossa cultura, da nossa maneira de ser, da nossa alegria e da nossa autenticidade.”

E tem uma certeza: “toda esta comitiva vai prestigiar a nossa freguesia e a nossa cidade”.

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