A União de Freguesias da Pontinha e Famões está empenhada em devolver à comunidade do Pinhal da Paiã.A realização do primeiro Festival da Paiã foi dos primeiros passos, mas a presidente da junta não descarta ter um papel mais ativo naquele “pulmão” do município.

“Uma tentativa de retomar tradições”. É desta forma que Corália Rodrigues descreve a primeira edição do Festival da Paiã, que decorreu entre 1 e 3 de setembro no pinhal da localidade.

Para a presidente da União de Freguesias da Pontinha e Famões, e tal como aconteceu com o Mercado Saloio, “este evento transporta estas tradições para a realidade atual, de forma a recriar uma centralidade lúdica que o Pinhal da Paiã teve outrora, embora em moldes diferentes, porque os tempos também são outros”.

A autarca recorda que, “segundo relatos de meados do século passado, o Pinhal da Paiã era nessa época um local muito procurado aos domingos por famílias de pequenos comerciantes e do operariado, que vinham sobretudo das zonas mais próximas do concelho de Lisboa (Carnide, Luz e Benfica) e ali passavam o dia em alegres piqueniques”.

E acrescenta: “antes, nos séculos XVIII e XIX, esta era uma zona de quintas da nobreza ou de magnatas, onde os fidalgos e amigos vinham ‘a ares’”.

Numa entrevista à Rádio Cruzeiro, a dirigente socialista revelou ter solicitado à Câmara Municipal de Odivelas a transferência daquele “pulmão” para a união de freguesias, algo que não será possível antes de 2019, porque causa de um protocolo celebrado entre autarquia e a Direção-Geral de Tesouro e Finanças.

“Queremos mais para o Pinhal da Paiã, um espaço onde as pessoas possam levar os seus filhos, que possibilite também desporto ao ar livre”, sublinhou na entrevista.

Sobre o Festival da Paiã, Corália Rodrigues faz um “balanço muito positivo” porque, desde logo, “permitiu uma dinâmica diferente durante um fim de semana repleto de ofertas lúdicas e culturais, no parque arborizado de maior dimensão no concelho de Odivelas, com 25 hectares de superfície total”.

A autarca recorda que em 2015 já tinha sido realizado ali outro evento, “Há Festa e Sabores da Paiã”,  mas numa vertente de feira de produtos tradicionais e artesanato.

Com uma dimensão distinta, o Festival da Paiã ficou marcado pelo espetáculo do humorista Herman José. A presidente da União de Freguesias destacou ainda as bandas de covers, as bandas de garagem, os ranchos folclóricos,os  animadores de zumba, o fado, as danças de salão, a fanfarra e a banda filarmónica que passaram também pelo palco das festas durante os três dias.

“Formou-se um programa diversificado, onde o principal objetivo foi dinamizar o espaço da álea principal, sem esquecer os mais pequenos, que tiveram sempre à disposição plataformas insufláveis e jogos tradicionais, não faltando, para todos, os stands de street food”, afirma.

Portanto, “para um primeiro ano neste formato mais ambicioso, sem haver ainda uma tradição enraizada, o balanço é muito bom”, conclui.

O Festival da Paiã foi uma organização conjunta entre a Câmara Municipal de Odivelas e a União de Freguesias da Pontinha e Famões.

 

 

 

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