O Memorial à Escravatura é um dos projetos vencedores do Orçamento Participativo de Lisboa 2017 e será construído na Freguesia de Santa Maria Maior, mais concretamente nos relvados da Ribeira das Naus, junto à Praça do Comércio.

A ideia é da Djass – Associação de Afrodescendentes

Para a Djass, Portugal desempenhou um papel histórico ao longo de quatro séculos no que diz respeito à escravatura e ao comércio de milhões de pessoas africanas.

Porém, “é escasso o reconhecimento público dessa faceta sombria da História do país”. Também é um facto que no polo central desse negócio – Lisboa – não existe qualquer “monumento ou equipamento especificamente destinado a evocar esse passado e a celebrar o seu fim, ao contrário do que acontece noutras cidades europeias com passado esclavagista (Amesterdão, Londres, Liverpool, Nantes, Paris) e do mundo”.

É este então o propósito desta proposta vencedora: “suprir esta lacuna e promover um justo e pleno reconhecimento da História de Portugal”.

Segundo a Djasse, “o memorial seria não apenas um local de reconhecimento e homenagem, mas também de reflexão e educação”.

Com um valor de 100 mil euros, o Memorial à Escravatura vai então ter como objetivos homenagear as vítimas da escravatura e do tráfico de pessoas escravizadas e os que a combateram, contribuir para o reconhecimento do papel central que Portugal, e em particular a cidade de Lisboa, tiveram na escravatura e tráfico de pessoas escravizadas ao longo da História, assinalar o contributo das pessoas africanas escravizadas para a prosperidade de Portugal.

Esta também será uma forma de celebrar a abolição da escravatura e do tráfico de pessoas escravizadas e condenar todas as formas atuais de servidão, preconceito, discriminação racial e injustiça social.

A escolha do local proposto também é simbólico. Esta zona do centro histórico de Lisboa está intimamente associada ao comércio de pessoas escravizadas.

Outros vencedores

 

 

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