Festa do Livro de Belém encerrou ao som dos Xutos e Pontapés e, no final, Marcelo Rebelo de Sousa subiu ao palco para agradecer a presença a todos os que participaram neste evento nos jardins do Palácio de Belém.Num dia em que o calor apareceu em força, várias centenas de pessoas trocaram uma ida à praia por uma tarde na “casa” do Presidente da República, onde decorreu a quarta edição da feira do livro.

Dono de uma paixão antiga por livros e música, Marcelo Rebelo de Sousa, tal como «O Homem do Leme», fez questão de receber «Na Minha Casinha» – neste caso, o Palácio de Belém – os Xutos e Pontapés, que encerraram, com um «até para o ano», a «Feira do Livro de Belém».

Esta iniciativa, como salienta a Presidência da República, tem como principal objetivo promover as obras de autores de língua portuguesa, em colaboração com a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), as Bibliotecas Municipais de Lisboa e a Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema.

Mas se os livros foram o principal pretexto para esta visita, muitos outros eventos ocorreram os quatro dias desta iniciativa, que terminou no domingo e que ocupou os jardins do Palácio de Belém. Sessões de cinema, concertos de música, debates e muitas atividades para os mais novos, organizadas pelas Bibliotecas Municipais de Lisboa.

Contadores de história

Aliás, o espaço das Bibliotecas de Lisboa foi muito concorrido, um facto confirmado por Isabel Monteiro, responsável pela programação infantil das bibliotecas de Lisboa. “Veio muita gente e o mais engraçado foi ver muitos adultos a assistirem à leitura de livros sem as crianças. O que quer dizer que há adultos que gostam de ouvir histórias”.

Para além das atividades ligadas à leitura, como “a apresentação de livros por contadora de histórias”, este espaço acolheu outras atividades, sublinha Isabel Monteiro. Por exemplo “tivemos jogos criativos, jogos tradicionais e música”.

Uma das atividades mais populares foram as dirigidas aos bebés, que decorreram sábado e domingo de manhã, com “muita gente” a participar.

Contato com as pessoas

Esta responsável sublinha que “as atividades desenvolvidas foram um pouco o espelho das desenvolvidas nas bibliotecas de Lisboa. Nas bibliotecas não se leem só livros. Acontecem muitas outras atividades”.

No espaço da feira do livro, propriamente dito, ocorreram outras iniciativas nestes dias. Debates sobre diferentes temas, como o que ocorreu sobre “Crises e Regimes”, com António Costa Pinto e Rui Ramos ou a apresentação da coleção “Repórter X”.

Os visitantes aproveitaram a oportunidade para visitar os jardins do palácio de Belém e o Museu da Presidência, onde está exposta a história de todos os Presidentes da República, desde a implementação da República.

No local das editoras, os visitantes, composto na sua maioria por famílias de pais e filhos, enchiam o recinto, onde estiveram presentes as 45 editoras. Para António Fonseca, responsável de comunicação da editora Paulus, “esta feira é também um momento de contactar com as pessoas e também com os autores portugueses”. Por uma razão: “O espaço é muito acolhedor. É mais pequeno que a feira do livro. Dá para as pessoas conversarem.”

O momento alto no espaço desta editora, foi a “presença da Dra. Manuela Eanes, antiga Primeira Dama. Recebida por Marcelo Rebelo de Sousa, participou numa sessão de autógrafos.

Também Jorge Lopes, representante da editora Âncora, referiu ser o “segundo ano que a nossa editora está a participar neste evento”, quanto às vendas “elas correram razoavelmente bem”.

Mas foi no palco montado no palácio de Belém que ocorreram alguns dos eventos mais participados, com a presença dos D.A.M.A e dos Xutos e Pontapés, que, ao revisitarem os seus êxitos, encerraram esta feira do livro com chave de ouro.

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