As antigas cabines telefónica estão a dar lugar a espaços de leitura, onde se podem levar e ler livros. A Charneca de Caparica, em Almada, e Alcântara, em Lisboa, já tem cabines de promoção da leitura.

«Levar, doar, ler e devolver» são os quatro principais itens das cabines de leitura, instalados nas antigas cabines telefónicas públicas, e que pretendem promover a leitura como ferramenta de cidadania cultural.

O primeiro ato da presidente da Câmara Municipal de Almada, Inês de Medeiros, no seu primeiro dia de «Presidência Aberta» pelas freguesias do concelho de Almada, foi inaugurar uma cabine de leitura da Altice, instalada mesmo em frente à União das Freguesias de Charneca da Caparica e Sobreda.

Para Inês Medeiros, uma presidente de Câmara que, desde sempre, esteve ligada às artes, «estas cabines, onde à ideia de troca e partilha de livros está inerente ao apelo à leitura dos mais jovens, pretendem combater  a iliteracia e aproximar o nosso país dos índices europeus.

Citando Natália Correia para quem «A poesia é para se comer», Inês Medeiros fez um apelo direto aos mais jovens para, em complemento à informação que obtém na internet, «devorem e mastiguem» livros. Já o presidente executivo da Altice Portugal, Alexandre Fonseca, considerou que «nada substitui o toque, o cheiro e o desfolhar de um livro», fazendo questão de salientar que a «Altice, através da Fundação PT, já tem 20 antigas cabines telefónicas transformadas em espaços de leitura e de troca de livros, num movimento de valorização de leitura como direito humano e condição do livre exercício da cidadania cultural».Antes de se dirigir à Charneca de Caparica, o presidente da Altice, Alexandre Fonseca, na companhia do presidente da Junta de Freguesia de Alcântara, David Amado, inaugurou uma cabine de leitura nessa freguesia da capital. Na altura, David Amado e Alexandre Fonseca consideraram que estas cabines representam «um grande incentivo à leitura e uma forma de se baixarem os índices de iliteracia», reforçando a ideia que «a leitura tem de entrar nos hábitos dos portugueses».

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