A Associação de Dadores Benévolos de Sangue da Paróquia de Queijas promove uma recolha de sangue no Palácio dos Anjos, em Algés, no próximo dia 27 de Maio. Anunciou o presidente desta instituição Jorge Dionísio.Sediados no mercado de Queijas, em instalações cedidas pela Câmara Municipal de Oeiras, a Associação de Dadores Benévolos da Paróquia de Queijas tem desenvolvido esforços para promover a informação e a sensibilização, junto das populações, para a prática consciente deste comportamento cívico, a dádiva de sangue.

Jorge Dionísio refere que o apoio da Câmara Municipal de Oeiras, assim como do Instituto Português de Sangue, tem permitido à Associação promover, ao longo destes anos, a recolha de sangue e a angariação de novos dadores, através da organização regular de campanhas de recolha de sangue, destinadas a contribuir para a distribuição de sangue. Em 2018, cerca de mil pessoas do concelho de Oeiras doaram sangue nas 32 acções de recolha promovidas por esta instituição.

Atualmente, a Associação de Dadores de Queijas conta com cerca de 70 dadores por cada acção de colheita.

Apesar dos financiamentos das entidades públicas (autarquia e Instituto de Sangue), Jorge Dionísio, um dos responsáveis associativos que sugeriu a construção de um posto de enfermagem no mercado de Queijas, refere que a Associação, como as outras suas congéneres, «vivem da boa vontade dos seus associados e, muitas vezes, os seus dirigentes tem de pôr dinheiro do seu bolso para conseguirem responder cabalmente às necessidades da instituição».

Fundadas para acabar com negócio de sangue

Recorde-se que as primeiras Associações de Dadores de Sangue surgiram, no inicio dos anos 70, nos arredores das grandes cidades, nomeadamente nas zonas de Lisboa e do Porto. Tal facto deveu-se ao aumento da quantidade de sangue necessário para satisfazer as inúmeras intervenções cirúrgicas dos grandes Hospitais Centrais para onde eram enviados todos os doentes.

Com o fim das dádivas remuneradas, objectivo conseguido pela união dos dadores de sangue, criou-se um vazio na sua obtenção e o único incentivo encontrado foi promover as dádivas dirigidas dos familiares dos doentes, que eram «convidados» a doar o seu sangue para que se realizassem as operações.

Estávamos nos finais dos anos 60, princípios dos anos 70, o espírito de solidariedade era muito forte e as associações davam então os primeiros passos, fruto dos familiares dos doentes que ao regressarem às suas casas tentavam dinamizar mais familiares e vizinhos para que também eles doassem o seu sangue.

Com a necessidade de se programar as colheitas de sangue iniciou-se então um movimento de dadores que se foram agrupando e periodicamente faziam a sua doação de sangue.

Estas acções resultantes da iniciativa de pessoas ligadas aos Bombeiros Municipais, tinham como finalidade dar o seu contributo ainda que modesto, para que se acabasse com o comércio de sangue em Portugal.

Mais desenvolvimentos desta reportagem na edição impressa do “Olhares de Carnaxide e Queijas”

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