GREVE NA CP AFETA 2 MILHÕES DE UTENTES

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A maioria dos autarcas da Área Metropolitana de Lisboa estão contra a decisão dos árbitros do Conselho Económico e Social de não definir serviços mínimos para a greve dos trabalhadores ferroviários.

Foto de arquivo

O presidente da Área Metropolitana de Lisboa (AML), Fernando Medina, considerou «inaceitável» não terem sido decretados serviços mínimos para a greve dos ferroviários, não colocando em causa o legítimo direito dos trabalhadores ao protesto.

A greve na CP – Comboios de Portugal e na Infraestruturas de Portugal (IP) foi decretada pelos sindicatos ASSIFECO, FENTCOP, FECTRANS, SNTSF, SIOFA, STF, SINFA, SINFB, SINDEFER, SINAFE, SINFESE, FNSTFPS, ASCEF, SINTAP e SNAQ.

De acordo com o presidente da AML, o que está em causa «é o direito fundamental à mobilidade de mais de dois milhões de pessoas na Área Metropolitana de Lisboa», lembrando todos aqueles que se deslocam para dentro da cidade de fora. «Não há qualquer elemento de proteção dos direitos dessas pessoas, ao nível que, compatibilizando o respeito e o direito à greve constitucionalmente protegido, e que não está em causa de forma alguma, mas que tem de ser compaginado com os direitos mínimos das pessoas em dia de greve», avançou Fernando Medina.

Para o presidente da AML, tratou-se uma decisão «inaceitável e incompreensível muito lesiva dos interesses dos cidadãos». «Aceitar uma greve geral não colocando serviço mínimos é pôr em causa a vida quotidiana de milhões de pessoas que não têm alternativas viáveis ao serviço ferroviário», frisou.

A mesma opinião é partilhada pela presidente da Câmara Municipal da Amadora, Carla Tavares, que lembra: «quase 80% da nossa população entra e sai do concelho diariamente, pelo que, a mobilidade vai ficar seriamente comprometida». A autarca da Amadora sublinhou que, em momento algum quer «por em causa o direito à greve dos trabalhadores», mas destacou que «não é, de todo, aceitável que não sejam decretados serviços mínimos».
Como habitualmente, as ligações nos eixos urbanos estão a ser as mais afetadas, com destaque para as que são servidas pelas linhas de Sintra e Cascais.





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