LISBOA EVOCA FEITO DE FERNÃO MAGALHÃES

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No ano em que se comemora o 5.º centenário da viagem circum-navegação de Fernão de Magalhães. Lisboa juntou-se às celebrações e descerrou, hoje, uma placa evocativa «do feito» junto ao monumento do navegador português na Praça do Chile, Arroios.

Hoje, a viagem de circum-navegação de Fernando Magalhães foi assinalada em Lisboa com o descerramento de uma placa comemorativa do feito do navegado português na Praça do Chile, Lisboa foi a primeira capital global. Daqui partiram os navegadores à descoberta de novos mundos, novas pessoas, novas ideias.

Precisamente 500 anos após a entrada das naus comandadas por Fernão de Magalhães no estreito que passaria a ter o seu nome, «celebramos a primeira viagem de circum-navegação da história, enaltecendo e recordando o espírito de superação desta aventura que abriu as portas do mundo global». E, conforme afirma a vereadora Catarina Vaz Pinto, reforça a cooperação internacional e o melhor entendimento entre os povos.

Para o presidente da Câmara de Lisboa voltou a tornar-se a «capital do mundo»: «”500 anos depois, Lisboa torna-se agora a capital do mundo por vossa causa».

Cinco séculos depois da primeira viagem de circum-navegação, levada a cabo por Fernão de Magalhães, o presidente da Câmara quis assinalar a efeméride.

«Há 500 anos, Lisboa era o centro do mundo, com inovação, ciência, tecnologia, com a coragem de descobrir novos mundos», apontou, salientando que o mundo que Fernão de Magalhães «ajudou a descobrir e construir é aquele que as novas gerações das mais brilhantes pessoas, empreendedoras, corajosas estão a descobrir».


O ministro da Defesa, João Gomes Cravinho, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, a vereadora da Cultura e das Relações Internacionais, Catarina Vaz Pinto, e Ribeiro e Castro, ex-deputado do CDS e membro da Sociedade Histórica para a Independência de Portugal, foram algumas das individualidades que estiveram presentes na cerimónia evocativa do feito de Fernão de Magalhães, que não se limitou a descobrir uma passagem entre oceanos, contribuindo para a união e aproximação de povos e culturas.

Assim, mais de 500 anos depois e até 2022, Lisboa e dezenas de outras cidades de vários continentes que fizeram parte da rota estabelecida por Magalhães ou estiveram a ele ligadas – integrando hoje a “Rede de Cidades Magalhânicas” – vão assinalar de diversas formas esta prodigiosa Primeira Volta ao Mundo, que inaugurou uma nova era: a da globalização e conhecimento universal.

Utilizando os conhecimentos geográficos até então consolidados e beneficiando dos seus estudos e investigações, Fernão Magalhães preparou cuidadosamente a sua missão e, para além do Saber, estava a Vontade: a vontade de ir mais além, não conhecendo obstáculos, mas desafios. Que foi superando. Sempre! Até ao último…

Por isso, 500 anos depois, Lisboa associou-se às celebrações da viagem da Circum-Navegação comandada pelo navegador português Fernão de Magalhães

A jornada de Fernão de Magalhães constitui uma referência no processo de globalização, aproximando povos, culturas e conhecimento. Na verdade, esta expedição demarcou-se das demais pela sua ousadia e persistência aliadas ao espírito de curiosidade, que a tornou pioneira nas várias áreas do conhecimento científico. Num período de três anos, atravessaram-se oceanos, observaram-se fenómenos naturais nunca antes vistos e conectaram-se culturas díspares, de modo a provar que a circularidade terrestre é declaradamente um fator de união.

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