A ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, Mariana Vieira da Silva, e o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, visitaram a nova Loja do Cidadão no Saldanha, gerida pela Câmara de Lisboa.

De portas abertas desde esta segunda-feira, a nova Loja de Cidadão situa-se no segundo andar do Mercado 31 de Janeiro, no Saldanha. O Presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML), Fernando Medina, e a ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, Mariana Vieira da Silva, que visitaram demoradamente o espaço, consideraram que este esta nova Loja, apesar de não solucionar o problema das filas de espera, vai amenizar os «tempos de espera perdidos para tratar de alguns documentos».

Do ponto de vista da ministra Mariana Vieira da Silva continua a existir um número considerável de pessoas a deslocarem-se a espaços físicos para resolver determinados assuntos, quando o podiam fazer através dos serviços online. «É muito importante que venha tratar presencialmente quem só pode fazer dessa forma», defende a ministra.

Assumindo que esta nova loja de gestão municipal «não vem resolver todos os problemas dos cidadãos», a ministra considera que este espaço é «essencial, depois do encerramento da Loja de Cidadão dos Restauradores ter deixado marcas em Lisboa».

Por outro a ministra esclareceu que, desde o início de maio, o Governo tomou várias medidas para enfrentar as listas de espera relativas aos cartões de cidadão. Desde então mais de 50 mil pessoas deixaram de estar nessas filas, garante Mariana Vieira da Silva, através de «novos contextos de atendimento», o serviço online e novos espaços cidadão, garantindo que esse trabalho é para continuar, tal como ficou explícito na apresentação do iSimplex no passado mês de julho.

Nova geração de serviços

Esperando receber cerca de 700 mil pessoas por ano, o espaço foi financiado pela Câmara Municipal de Lisboa e, segundo Fernando Medina, esta é uma loja «de enormes dimensões, com uma grande capacidade de resposta».

Numa área de 2.400 metros quadrados e com cerca de 154 funcionários, o espaço disponibiliza serviços das Finanças, Instituto da Segurança Social, Instituto de Registos e Notariado, Instituto da Mobilidade e dos Transportes, Espaço Cidadão, Iniciativa Lisboa, Gestão do Arrendamento da Habitação Municipal de Lisboa, Carris e EMEL.

Por isso, Fernando Medina fala numa loja de “nova geração” e numa experiência também ela nova, sublinhando que a Loja do Cidadão do Saldanha vai promover a distribuição antecipada de senhas, cerca de 15 minutos antes da abertura do estabelecimento, e terá uma equipa de mediadores da câmara lisboeta para ajudar a encaminhar as pessoas.

Intitulado como «um dos principais polos de prestação de serviços públicos» em Lisboa, na Loja do Cidadão do Saldanha também vai ser permitido pedir ou renovar o cartão de cidadão e o passaporte, revalidar ou alterar a carta de condução, obter registo criminal, entregar documentos de despesas para a ADSE e requisitar o cartão Lisboa VIVA, entre outros.

Atrair pessoas para o mercado

Na perspetiva do presidente da Câmara de Lisboa, que antes da ministra chegar visitou o mercado para se inteirar da forma «como estavam a decorrer os negócios», este novo espaço vai atrair também pessoas ao mercado 31 de janeiro, situado no piso inferior.

A autarquia relembra que a empreitada de adaptação do edifício se iniciou em novembro de 2018, em articulação com a Agência para a Modernização Administrativa (AMA) e o município de Lisboa e, de acordo com a Câmara de Lisboa, atualmente, existem 56 Lojas do Cidadão no país, tendo 20 sido abertas durante a atual legislatura.

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