“O melhor padrinho de Campolide foi o José Carlos Malato”

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É das marchas desde 1988.

Carlos Canina marchou por Campolide nesse ano e gostou… O resultado é que já conta com 29 anos a viver e respirar este mundo peculiar.

Passou pelas marchas de São Domingos de Benfica, Campolide e Bela Flor, onde chegou a ensaiar o espectáculo dos marchantes infantis durante três anos.

Gostou da fusão de Campolide com Bela Flor, até porque agora última é mais reconhecida, por ter o nome da freguesia. “Antes, as pessoas perguntava sempre de onde era a de Bela Flor, e tínhamos que explicar”.

Para este marchante veterano e popular, o dia mais importante não é o dos desfiles na Avenida ou no pavilhão, mas o do primeiro ensaio, e dos que se seguem.

Se tudo for bem elaborado e treinado, com empenho e determinação, os dias do concurso são de descontracção e prazer. É isso que tenta transmitir aos marchantes mais jovens, que mobiliza e anima ao longo do ano.

“Se forem a todos os ensaios e trabalharem movidos pelo sentido de grupo, as coisas correm bem. Caso contrário, não”.

Quando se trata de estreantes, acontece com frequência terem medo, enervarem-se, chorarem… Canina explica-lhes que não há razão para tal, desde que apliquem correctamente o que aprenderam e ensaiaram.






A grande preocupação deste marchante é fomentar “a união e envolver a população ao máximo”. O seu filho já foi marchante, e a filha também, repetidamente, bem como a ex-mulher. O neto, Martim, foi mascote de Campolide. É uma família com três gerações nas marchas.

Durante os ensaios houve um ano em que, por causa dos atrasos na entrega dos materiais, Carlos teve que ir arrancar canas de um caniçal próximo, para servirem de arcos de treino.

Marcha da Bela flor – Campolide 2017

Este ano, quer que a sua marcha de Bela Flor-Campolide fique acima do oitavo lugar, e é por isso que se esforça, como representante dos marchantes junto da organização.

Valorizando sempre a alegria e a boa disposição, recorda que em 29 anos trabalhou com excelentes padrinhos.

Aquele que lhe deixou as melhores memórias foi José Carlos Malato, nos anos 1990, na marcha de Campolide. “Foi o melhor e o mais humilde de todos. Nesse ano, ele e a Ana Lamy, nossa madrinha e sua colega na rádio, foram a todos os ensaios”.

Divulgação:

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