O Dia Municipal do Bombeiro foi assinalado em Lisboa com a colocação de uma coroa de flores na lápide que recorda o incêndio do Chiado, há 31 anos, e com a entrega de barco de socorro aos mergulhadores do RSB.Ontem, 25 de agosto, assinalou-se a passagem do 31º aniversário do incêndio do Chiado e, ao mesmo tempo, comemorou-se o Dia Municipal dos Bombeiros de Lisboa. Na cerimónia, em que se assinalou a passagem desse trágico aniversário, foi apresentada a nova embarcação de socorro e resgate do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa, que fica ao serviço do corpo de mergulhadores.

A cerimónia, que foi presidida pelo vereador da Proteção Civil, Carlos Manuel Castro, ficou marcada pela colocação de uma coroa de flores na lápide que recorda o grande incêndio do Chiado, há 30 anos, uma cerimónia que contou com a presença do comandante do RSB, tenente-coronel Pedro Patrício.

Aprender com o passado

Com esta cerimónia, que decorreu na Rua do Carmo, o Regimento de Sapadores Bombeiros (RSB) prestou homenagem a todos os homens e mulheres que diariamente se empenham na proteção e defesa da cidade., recordando que o violento incêndio que deflagrou no Chiado em 25 de agosto de 1988, provocou duas mortes, 73 feridos, na sua maioria bombeiros, e 150 desalojados. O fogo destruiu um vasto conjunto de edifícios, alguns deles emblemáticos, que alojavam comércio tradicional, escritórios e habitações.

«Evocar é trazer à lembrança», afirmou na ocasião o comandante do RSB, Tiago Lopes, que recordou as operações do combate ao incêndio do Chiado e, particularmente, as duas vítimas mortais que então se registaram, uma delas um operacional do regimento.

«A coragem e o empenho» dos operacionais foi salientada pelo comandante, que sublinha a evolução dos meios disponíveis no RSB ao longo destas três décadas, um esforço «em prol do serviço público que se pretende de qualidade».

Esforço que, segundo Carlos Manuel Castro, tem sido realizado nos últimos três anos, sublinhando que as lições do passado reforçam «a responsabilidade que temos no presente», uma responsabilidade «imperiosa de todos nós de dotar os bombeiros de mais e melhores condições». Não só o RSB, mas também os bombeiros voluntários, sublinhou o vereador.

Nova embarcação

O vereador Carlos Castro enalteceu, por outro lado, os investimentos que tem sido efetuado pela Câmara de Lisboa em termos de equipamento para o RSB, lembrando que a nova embarcação, batizada de “Sapador”, foi adquirida recentemente pela autarquia e destina-se ao corpo de mergulhadores do RSB, representando um investimento aproximado de 433 mil euros.

Apresentada «como única no país», a embarcação – com capacidade para transportar 15 pessoas – tem dois motores Yamaha de 100 cavalos, atinge uma velocidade aproximada de 70 quilómetros por hora e está equipada com sonda, GPS, radar, radio VHF DSC (digital selective calling) para efetivação das chamadas de socorro, um carretel com linha de vida de 200m para recuperação e salvamento de vítimas.

Com um comprimento de 6,60 metros e dois de largura, diferencia-se das demais embarcações de socorro pela sua porta lateral a estibordo, o que permite uma maior rapidez na entrada e saída de mergulhadores e um mais eficaz resgate a náufragos e vítimas.

INCÊNDIO NO CHIADO FOI HÁ 31 ANOS

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