A azáfama dos ensaios está de volta a São Domingos de Benfica. Cerca de cinquenta marchantes preparam todos os dias as marcações, a música e a coreografia de uma marcha que vai regressar ao concurso três anos depois da última participação.

Isabel Mendes é presidente da Comissão de Moradores de São Domingos de Benfica e uma das responsáveis pelo regresso desta marcha à avenida.

Em 2015 participou como marchante e recorda com agrado a experiência. “A coletividade que tinha a seu cargo a Marcha de São Domingos de Benfica nessa altura conseguiu fazer um excelente trabalho, recuperando uma tradição que estava adormecida há 24 anos (1991)”, afirma.

Contudo, o esforço da Associação Flor da Serra não teve seguimento e só agora, através da comissão de moradores foi possível entrar de novo na corrida.

Marcha São Domingos de Benfica 2015

“Achamos que este projeto tem tudo para andar para a frente”, sublinha Isabel Mendes, recordando que São Domingos de Benfica é “uma das maiores freguesias de Lisboa e não faz sentido não fazer parte desta festa”.

Foi esse um dos propósitos da criação desta comissão, que ainda não completou o primeiro aniversário. Mas também “com o intuito de dar mais um bocado de alma e de bairrismo a São Domingos de Benfica”, explica, uma freguesia “um pouco adormecida em relação aos outros bairros de Lisboa”.

Com o apoio da Junta de Freguesia de São Domingos de Benfica, a marcha conseguiu no sorteio um lugar entre as 23 que vão apresentar-se no Altice Arena e desfilar na Avenida da Liberdade.

E o sucesso, na opinião de Isabel Mendes, está já espelhado na envolvência por parte da comunidade. “O que me deixa feliz é ter 50 marchantes que estão a amar de paixão o que estão a fazer e haver uma envolvência por parte da freguesia em querer apoiar a marcha”, sustenta.

Quem também apoiou a Marcha de São Domingos de Benfica logo de início foram os padrinhos, a atriz Sofia Nicholson e ator Rui Luís Brás, que aceitaram prontamente o convite. Tal como a ensaiadora, Maria João Reis.

 

Já os marchantes selecionados “vêm de todos os bairros da freguesia e de todos os quadrantes sociais”, mas foi possível criar “um grupo coeso”.

São essencialmente da freguesia, mas alguns vieram de outras zonas da cidade. “Creio que vamos ficar com eles para sempre porque penso que se apaixonaram pela nossa freguesia e estão a adorar o projeto”, refere.

Confiante, a presidente da comissão de moradores acredita que a marcha vai “fazer uma boa figura”, homenageando os azulejos da freguesia, as fontes e as aguadeiras.

E acrescenta: “espero que olhem para a nossa marcha e que percebam que está ali muito trabalho e empenho. Acho que isso vai refletir-se na classificação”. Mesmo num ano em que, ao contrário do habitual, estarem a concurso vinte e três marchas, ao contrário das habituais vinte.

Ou seja, seis podem ficar de fora da edição de 2019. “Como julgo que vamos ficar acima desta linha não estou muito preocupada”, conclui Isabel Martins.

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