No dia 5 de maio, sábado, o Museu de Lisboa – Santo António convida para o colóquio As Festas de Santo António em Lisboa, que terá lugar na sala do Arquivo dos Paços do Concelho, das 10h às 17h30.

Sétimo Centenário de Santo António – Festejos populares na Praça da Figueira – Litografia colorida 1895 | MA.GRA.120

O colóquio sobre as Festas de Santo António em Lisboa reúne especialistas da História e da Antropologia para refletir sobre a importância de Santo António no quotidiano da cidade e da festa como elemento de identidade cultural profundamente enraizado na memória bairrista dos lisboetas.

Celebrado em Lisboa desde que foi declarado santo em 1232, a festa religiosa de Santo António cedo se alargou a uma devoção popular que junta o sagrado e o profano, festejado com fogos de artifício, descantes, sortes e quadras de amor.

As festas de Santo António nem sempre foram sinónimo de marchas e arraiais. Integradas no período dos Santos Populares, vieram cristianizar as festas do solstício de verão, marcando o início de um período de abundância e renovação da natureza. Por isso o Santo António, celebrado de forma mais religiosa ou mais profana, sempre marcou o calendário da cidade, é o motivo para que em junho Lisboa se transfigure e saia à rua, numa tradição que se reinventa todos os anos.

A entrada é livre, sujeita a inscrição: santoantonio@museudelisboa.pt ou 218 860 447

PROGRAMA
10h Receção e Sessão de abertura
11h15 PAINEL 1
Moderação – Manuela Mendonça (Presidente da Academia Portuguesa de História)
Margarida Garcez Ventura (Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa): “Santo António: breve aproximação ao seu percurso vivencial”.
Paulo Simões Rodrigues (Universidade de Évora): “A Sé de Lisboa e o estilo “romano-bizantino”: arquitetura, restauro e historiografia no 7º Centenário do nascimento de Santo António (1895)”.
António Ventura (Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa): “Um Centenário polémico: Santo António como elemento de discórdia política”.
12h30 DEBATE
15h50 PAINEL 2
Moderação – Hermenegildo Fernandes (Diretor do Centro de História da FLUL)
Pedro Bebiano Braga (Museu Bordalo Pinheiro): “Meu caro santo Antoninho, Acode-me ao Zé Povinho ou o Santo António à Rafael Bordalo Pinheiro”.
António Miranda (CML Direção Municipal de Cultura): “Tradições e festas do Santo de Lisboa”
Rui Alberto Coelho (Museu de Lisboa) “Devoções Profanas a Santo António- Alfama 2017”
16h30 DEBATE
Encerramento