ÁGUAS DO TEJO QUEREM ENERGIAS RENOVÁVEIS PARA ATINGIR NEUTRALIDADE ZERO

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Águas do Tejo Atlântico quer tornar-se energeticamente auto-sustentável até 2030, aumentando a produção de energia a partir de recursos que dispõem, nomeadamente biogás e energias eólica, hídrica e solar, num investimento de 52 milhões de euros.

A Águas do Tejo Atlântico, do grupo AdP – Águas de Portugal, quer ser energeticamente auto-sustentável até 2030 através da produção de energia 100% renovável e da adoção de medidas de eficiência energética, num investimento de 52,8 milhões de euros, no âmbito do Programa de Neutralidade Energética ZERO.

Desta forma, a Águas do Tejo Atlântico  propõem-se «atingir a neutralidade energética no prazo de 10 anos, assente numa estratégia continuada de redução de consumos e de aumento da produção própria de energia verde», através do aumento da produção de energia a partir de recursos disponíveis nas suas instalações, como por exemplo o biogás das Estações de Tratamento das Águas Residuais (ETAR), mas também de energia eólica, hídrica e solar fotovoltaico, incluindo solar flutuante, a instalar em lagoas, num mix energético integrado que visará a maximização do autoconsumo e o storage de energia.

Assim, está prevista a instalação de centrais fotovoltaicas, centrais hidroelétricas, uma hidrólise térmica, atualização dos atuais equipamentos de produção de energia, entre outras, com uma potência total de 23 MW, estimando-se uma produção de cerca de 62 GWh/ano de energia 100% renovável.

A maximização da energia produzida para autoconsumo obrigará, contudo, a alterações no padrão da operação, «incorporando a produção e armazenamento de energia no core da atividade de saneamento e promovendo a reengenharia de sistemas e processos para aumento de eficiência», implicando ainda a aposta na digitalização e na qualificação dos trabalhadores, sem «esquecer o relevante contributo para o desenvolvimento regional e social».

Neutralidade Energética ZERO





O Programa de Neutralidade Energética ZERO envolve todas as empresas do Grupo AdP, incluindo as atividades desenvolvidas a nível internacional. Com um investimento total de cerca de 370 milhões de euros, sendo expectável que este Programa neutralize o equivalente a 746 GWh – o correspondente ao consumo energético estimado para 2030 – representando uma neutralidade energética de 105,3% e uma neutralidade carbónica equivalente.

A nível ambiental salienta-se que, em 2030, o Programa de Neutralidade permitirá eliminar cerca de 205 toneladas/ano de emissões de CO2, representando uma poupança, para Portugal, de cerca de 5,3 milhões de euros por ano.

Com o Programa ZERO, o Grupo AdP posiciona-se como o primeiro grupo de dimensão internacional a atingir a neutralidade energética em todas as suas atividades nacionais e internacionais a nível mundial.

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