BOMBEIROS DO ZAMBUJAL COM DIFICULDADES EM CAPTAR NOVOS ELEMENTOS

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O Zambujal está a ficar “sem jovens” e os Bombeiros estão preocupados com a falta de incorporação de novos voluntários.

Os Bombeiros do Zambujal são uma instituição quase centenária (90 anos de existência) e tem tido as oscilações frequentes neste tipo de associações humanitárias. Já assistiu a muitas “crises” – políticas, sociais e económicas -, mas consegui sempre manter-se à tona e persistir no seu objetivo maior, que é prestar auxílio às populações nas horas de maior aperto.

Contudo, a localidade vive hoje um dos seus maiores dramas. Com o natural movimento migratório, o Zambujal está a ficar sem jovens, sem filhos da terra, que possam encarnar o ideal do espirito de missão daquilo que é ser bombeiro num momento tão complicado como o que se está a viver.

Norberto Fernandes, presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros do Zambujal, não antevê “solução” para a falta de recursos humanos na instituição, pois a localidade não “tem conseguido atrair novos moradores”, por notória “falta de espaço” para o crescimento imobiliário, que daria um novo fôlego ao Zambujal.

O dirigente associativo lamenta a “debandada” dos jovens da terra para outras freguesias (Santo Antão do Tojal, Infantado e mesmo Vialonga), que já está a causar um “preocupante” défice demográfico e a aumentar a apreensão de quem resiste a virar costas à terra que os viu nascer, como é caso de Norberto Fernandes.

“Os nossos filhos foram embora para outras paragens. São poucos aqueles que querem ficar por cá. Temos famílias que residem cá uns anos, mas vão embora, não ganham raízes e não querem saber do associativismo. Vivem de costas voltadas para os bombeiros e as outras instituições”, lamenta.





Pese embora esta preocupação quanto à sobrevivência da instituição, Norberto Fernandes revela que os “resistentes” não viram a cara à luta e têm desempenhado as funções com garbo e determinação na tarefa humanitária de prestar auxílio a quem dele precise, nomeadamente o transporte de doentes, o combate aos incêndios, a prestação de socorro às vítimas de acidentes.

Norberto Fernandes assevera que a instituição “não tem parado” e tem procurado incessantemente “melhorar as condições do quartel” para que os bombeiros do Zambujal sintam “algum conforto” pelas muitas horas roubadas à família e à vida social em prol da causa dos bombeiros.

Nesse sentido, devido à pandemia de Covi-19, foram criadas novas camaratas “para que os bombeiros” descansem “em segurança sanitária”, mas também foram adquiridos novos sistemas de comunicação para a central de comunicações.

Com o sumiço dos mecenas, o dirigente sublinha que a pandemia “prejudicou as contas” da Associação, uma vez que os doentes “deixaram de ir às consultas” por receio de serem contagiados com o vírus, mas nem assim os Bombeiros do Zambujal esmoreceram. Adquiriram uma nova ambulância ligeira para fazer face aos encargos que estão certos, todos os meses.

Num período de grande incerteza, Norberto Fernandes enaltece os apoios financeiros da Câmara de Loures e da União das Freguesias de Santo Antão e São Julião do Tojal, que serviram de tábua de salvação num ano “para esquecer”.

Acompanhe a continuação desta reportagem na edição impressa de Olhar Loures nº 2

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