O veterano músico britânico Cat Stevens, atuará, em julho, pela primeira vez em Portugal, num novo festival em Oeiras, que junta música e gastronomia. Chama-se Festival Jardins do Marquês – Oeiras Valley, revelou hoje a promotora Música no Coração.

Oeiras vai ter um novo festival de música já no verão do próximo ano. Chama-se Oeiras Valley Jardins do Marquês e vai acontecer no mês de julho, nos Jardins do Marquês, em Oeiras. Na apresentação deste primeiro Festival Oeiras Valley, a organização “lançou” a grande novidade: o concerto de Cat Stevens, anunciado como o primeiro do artista em Portugal, para 4 de julho no festival Jardins do Marquês Oeiras Valley.

O evento, resultado de uma parceria entre a promotora Música no Coração e a Câmara Municipal de Oeiras, é descrito por Luís Montez, responsável da promotora, como uma «experiência de festival de música sofisticada para um público que privilegia a qualidade e o conforto e procura novas experiências».

O festival acontecerá em sete noites de julho com os concertos a repartirem-se por dois palcos nos jardins do Marquês, um dos quais com curadoria do músico brasileiro Pierre Aderne. Um dos palcos, o principal, destina-se a nomes consagrados da música e o segundo vai ser «ocupado» para os nomes emergentes e concertos mais intimistas.

Mas antes da música, a organização propõe uma «experiência gastronómica única e exclusiva». Assim, em cada uma das sete noites do festival, será servido, antes dos concertos no palco principal, o Jantar do Marquês, um menu de degustação criado com a arte e o engenho do chef Vítor Sobral.

Luís Montez, que realçou a aposta de Oeiras na cultura e inovação, salientou que este evento propõem uma «experiência de Festival de Música sofisticada, desenhada para despertar todos os sentidos, num espaço icónico, com artistas de renome internacional e nacional e uma oferta gastronómica de prestígio, dirigida a um público que privilegia a qualidade e o conforto e procura novas experiências».

O presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Isaltino Morais, fez questão de realçar que o concelho «tem um espírito aberto à inovação», apostando fortemente na Cultura e Inovação.

Do ponto de vista de Isaltino Morais, este festival tem todas as condições para se tornar um grande evento e, futuramente, poderá «ocupar» parte dos 25 hectares da Quinta de Cima (Instituto Agronómico de Oeiras).

Do pop rock ao folk

Cat Stevens, atualmente com 71 anos, deixou para trás os caminhos das canções pop rock em 1978 para se dedicar sobretudo à folk, numa altura em que também abandonou aquele nome artístico, passando a chamar-se Yusuf Islam, depois de se converter ao islamismo.

Na página oficial, o músico fala de uma «profunda transformação musical» para uma sonoridade mais despida e intimista, a par de um processo de mudança espiritual que o levou a participar em projetos humanitários.

É autor de canções como “Wild World”, “Father & Son”, “Peace Train” e “Morning Has Broken”, de uma discografia com mais de uma dezena de álbuns, o mais recente dos quais, “The Laughing Apple”, de 2017.

De acordo com a lista de concertos já marcados para 2020, Cat Stevens celebrará em palco os 50 anos da edição do álbum “Tea for the Tillerman”, um dos mais conhecidos da discográfica do compositor.

O Festival Jardins do Marquês Oeiras Valley coincidirá com um outro festival de música, o CoolJazz, no concelho vizinho de Cascais e cujo cartaz de 2020 conta já com John Legend, Neneh Cherry e Lionel Richie.

Os Jardins do Marquês foram, aliás, um dos palcos do CoolJazz até 2017, um festival que no ano seguinte transitou para o concelho de Cascais, conforme afirmou o promotor.

 

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