CML RECEBE PRÉMIO SOS AZULEJO PELA FONTE DAS ALMAS

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O Prémio SOS Azulejo foi atribuído à Câmara de Lisboa pelo restauro da Fonte das Almas pelo museu da P.J. que, também, destacou a intervenção plástica na Estação do Lumiar do Metro de Lisboa, e a intervenção artística em azulejo “Viagem da Camélia”.A Câmara Municipal de Lisboa foi novamente distinguida com o Prémio ‘SOS Azulejo’. Na edição de 2018, o trabalho de restauro da conhecida e popular Fonte das Almas, em Alfama, valeu a atribuição de uma Menção Honrosa deste prémio – na categoria “Conservação e Restauro – à intervenção executada pela Unidade de Coordenação Territorial/Unidade de Intervenção Territorial Centro Histórico, da CML.

Organizados anualmente pelo Museu da Polícia Judiciária, os prémios destinam-se a reconhecer o trabalho de proteção e de valorização do património azulejar português ou de origem e tradição portuguesas.

Esta distinção vem reconhecer o mérito da ação de salvaguarda e valorização do património azulejar em espaço público, promovida por iniciativa do Município de Lisboa. E já não é a primeira vez que o trabalho da CML nesta área é premiado pelo projeto “SOS Azulejo”.

Com esta atribuição, são já quatro as intervenções da CML a ganharem o Prémio ‘SOS Azulejo’. Depois do prémio de ‘Boas Práticas’, pela reabilitação do património azulejar da plataforma inferior do Miradouro de Santa Luzia (2015), seguiram-se os prémios de ‘Intervenção de Conservação e Restauro’, pelo restauro dos elementos azulejares do Jardim Júlio de Castilho/Miradouro de Santa Luzia (2017) e a Menção Honrosa, de ‘Boas Práticas’ para os trabalhos de conservação e restauro do conjunto de cinco painéis de azulejos figurativos, da autoria e conceção gráfica de Fred Kradolfer, situados nos miradouros de São Pedro de Alcântara, Nossa Senhora do Monte, Monte Agudo e Castelo de São Jorge (2017).

Os trabalhos de conservação e restauro, que foram realizados pela equipa de conservadores restauradores do Museu do Estuque, permitiram recuperar um valioso património e devolver à cidade de Lisboa, a quem nela vive e a quem a visita, um dos seus mais emblemáticos elementos urbanos.

Entregues prémios e menções honrosas





Ao todo foram atribuídos, este ano, cinco prémios e oito menções honrosas a projetos ou iniciativas relativas a 2018.

No Prémio “Intervenção Artística em Azulejo”, foram vencedores, ex-aequo, Marta Lima, Rui Ferro Moutinho e Susete Rebelo, pela intervenção plástica da Estação do Lumiar do Metropolitano de Lisboa, e a Ratton Cerâmicas e Jun Shirasu, pela intervenção artística em azulejo “Viagem da Camélia”.

Ainda segundo o palmarés, publicado no sítio ‘online’ do projeto SOS Azulejo, o Prémio “Tese de Mestrado História de Arte” foi para Mariana Rodrigues, com “Os Azulejos Portugueses do Museu do Açude: Um Diálogo entre Coleção e Arquitetura”.

Quanto ao Prémio “Tese de Doutoramento na Área de ‘Estudo de Materiais'”, foi premiado Sandro Botas com o trabalho “Recuperação de Fachadas Azulejadas Antigas-Desenvolvimento de Argamassas Compatíveis e Estudo de Fenómenos de Aderência”.

No Prémio “História de Arte”, foi vencedor Joaquim Vitorino Videira Eusébio, com “Os Ciclos de Azulejo da Igreja do Convento do Louriçal”.

Foi ainda atribuído o Prémio Extraconcurso “Personalidade” à historiadora brasileira de arte Dora Alcântara, “personalidade com obra científica da maior relevância, e autora de grande projeção nos estudos do azulejo luso-brasileiro”.

Quanto às menções honrosas, foram atribuídas oito, duas delas ex-aequo na categoria “Conservação e Restauro”: à SELO – Conservação e Restauro, Ld.ª, pela conservação e restauro dos azulejos da fachada principal da Igreja de Santo António dos Congregados, no Porto; e à Câmara Municipal de Lisboa, Unidade de Coordenação Territorial, Unidade de Intervenção Territorial Centro Histórico, (CRERE Museu do Estuque), pela conservação e restauro dos painéis em azulejo da fonte ornamental do Beco do Carneiro, em Lisboa.

Também foram atribuídas duas menções honrosas ex-aequo, na categoria “História de Arte”, à Câmara Municipal de Loures (Museu de Cerâmica de Sacavém), pelas comemorações dos 150 anos de Jorge Colaço, através da conferência “Jorge Colaço. Conhecer, Divulgar, Preservar”, e a Andreia Novo, Pedro Gaurim Fernandes e Tiago Borges Lourenço, pela obra “Uma Lição Viva e Permanente. O Conjunto Azulejar do Conservatório Nacional de Teatro”.

Na categoria “Mestrado em História de Arte” foi atribuída uma menção honrosa a Ricardo Miguel Oliveira Duarte, com o estudo “Azulejaria de Exterior em Sintra — História, Arte e Tipologias”.

Nas “Boas Práticas”, a menção honrosa foi para o Museu de Portimão, pela valorização, reabilitação e salvaguarda dos azulejos do jardim 1.º de Dezembro, em Portimão.

Uma menção honrosa na categoria “Divulgação” foi entregue à Câmara Municipal de Ovar, pelo trabalho ” Maio do Azulejo”, e outra foi entregue, na categoria “Exposições”, à Ratton Cerâmicas e à Câmara Municipal de Setúbal pela mostra “Reflexos da Galeria Ratton. 1987-2018”.

O júri dos prémios deste ano – relativos a iniciativas de 2018 – foi presidido pelo professor Vítor Serrão, e foram entregues na quinta-feira, 23 de maio no Palácio Fronteira, em Lisboa.

 

 

 

 

 

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