Cerca de 1500 pessoas vão juntar-se hoje, a partir das 14.30 horas, em Oeiras, para fazer um «laço humano» contra os maus tratos na infância.Para assinalar o encerramento da Campanha Nacional para a Prevenção dos Maus Tratos na Infância vai realizar-se hoje, dia 30 de abril, no Estádio Municipal Mário Wilson, em Oeiras, um cordão humana contra a violência infantil.

Promovida pela Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Oeiras, esta iniciativa conta também com o apoio da Câmara Municipal de Oeiras e a Divisão Policial de Oeiras.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), caracterizam-se como «abusos ou maus-tratos às crianças, todas as formas de lesão física ou psicológica, abuso sexual, negligência ou tratamento negligente, exploração comercial ou outro tipo de exploração, resultando em danos actuais ou potenciais para a saúde da criança, sua sobrevivência, desenvolvimento ou dignidade num contexto de uma relação de responsabilidade, confiança ou poder».

Desta forma, os maus-tratos constituem-se como um dos grandes problemas para o desenvolvimento das crianças, repercutindo-se mesmo ao longo da sua vida. Destaca-se a depressão, agressividade, abuso de drogas, problemas de saúde e infelicidade, anos depois de terem cessado os maus-tratos.

É inequívoco – como realça a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens – que todos os cidadãos devem contribuir para a prevenção de maus-tratos na infância/adolescência, sendo consensual que os diversos problemas que as populações enfrentam na actualidade – questões relacionadas com a pobreza, habitação, emprego, escola, cuidados de saúde e outros sistemas comunitários – são factores de risco.

Os maus-tratos físicos, psíquicos e sociais constituem um fenómeno que afecta a criança/jovem, por acção ou omissão das pessoas que têm de cuidar dela, daquelas com quem convive habitualmente e da comunidade em geral. Nesse sentido, pode afirmar-se que o fenómeno da criança maltratada corresponde, em sentido lato, a um problema de saúde pública que consubstancia, regra geral, uma forma de «hereditariedade social».

 

 

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