Sob o mote da «amizade e cultura» entre Portugal e Japão, a festa nipónica voltou a Lisboa. Ontem, 22 de junho, entre as 14h e as 22h, o Jardim Vasco da Gama, em Belém, parecia fazer parte «integrante» do Império do Sol Nascente.Lisboa voltou a dar a mão ao Japão para celebrar a amizade e cultura entre os dois países foi o grande objetivo da Festa do Japão em Portugal, inserida na programação das Festas de Lisboa e que se repete todos os anos desde 2011.

Este ano, a inspiração da Festa do Japão foi o Tanabata, um popular festival de Verão baseado numa história de amor entre estrelas (por isso, se chamar o festival das estrelas). Umas das suas tradições mais conhecidas é a escrita de desejos secretos em tiras de papel.

O evento arrancou às 14.00 com demonstrações de artes marciais, seguindo-se uma apresentação de tambores, antes da cerimónia de abertura, às 16.15. Quem realmente gosta da cultura nipónica, não perdeu o desfile de cosplay. Pelas 20.10, decorreu a apresentação de tambores, com a presença especial do instrumentista Keita Kanazashi, conceituado músico de tambores japoneses, com várias apresentações a nível internacional, mas também às de shamisen (instrumento de cordas) e canto e de “bon-odori”, uma dança tradicional japonesa.

O programa, em que participaram dezenas de associações e entidades, incluiu demonstrações de artes marciais, apresentação de tambores, desfile de cosplay, e, entre outros, gastronomia, mais música e mais dança.

Numa das várias tendas espalhadas nos jardins de Belém aprendia-se a apreciar as artes da ikebana (arranjos florais), origami (dobragens em papel), furoshiki (embrulhos em tecido) ou mesmo haiku (poesia japonesa em forma curta, mas profunda). Ainda no programa, atenção ao kingyo sukui, um jogo japonês que pode ser traduzido por «apanha do peixinho dourado».

Integrada nas Festas de Lisboa, esta 9.ª edição do evento, organizado pela EGEAC e pela Embaixada do Japão em Lisboa, é um momento de celebração da cultura nipónica e dos laços com cinco séculos entre os dois povos, conforme afirmou Sofia Menezes, da EGEAC, e o embaixador do Japão, Jun Jiimi. e, também, uma afirmação do softpower da terceira maior economia mundial.

O embaixador japonês fez questão de referir: «celebramos convosco a cultura japonesa nesta festa que é a maior festa japonesa em Portugal».

Por seu turno. Sofia Menezes lembrou que a «amizade entre Portugal e o Japão remonta ao século XVI» e que esta festa demonstra, de certa forma, que os lisboetas gostam de acolher «cidadãos de outras paragens».

O tema desta Festa – como recordou por inúmeras vezes o embaixador japonês – é o Festival Tanabata, um evento anual pitoresco e romântico. Diz a lenda que um casal representado pela estrela Vega e pela estrela Altair, separado pela via láctea, «é permitido reencontrar-se uma vez ao ano, na noite de 7 de julho». Nas hastes de bambu são pendurados recortes de papel colorido e cartões compridos – tanzaku – com os desejos escritos na expectativa das estrelas atenderem a esses desejos. Os participantes e Lisboa poderam experimentar esta tradição japonesa na tenda Tanabata, onde desenharam nos tanzaku e escreveram os seus próprios desejos, pendurando depois os cartões entre as árvores.

Na tenda da Embaixada decorreram várias demonstrações/ workshops, nomeadamente, Ikebana (a arte das flores mais conhecida no Ocidente como arranjos florais) e Origami (técnica de dobragem com papel). Noutras tendas culturais, os participantes poderam experimentar várias tradições japonesas, nomeadamente na área da gastronomia, apreciando as diferentes iguarias japonesas. Na área comercial, poderam ter uma melhor noção do mercado japonês com a exposição de carros japoneses. Em algumas tendas estava a ser vendidos produtos japoneses quer alimentares quer artigos da cultura pop japonesa.

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