Lisboa pode dormir descansada, mesmo que exista um grande incêndio florestal em Monsanto. Em duas horas, os bombeiros conseguem dominar um sinistro no Parque Florestal.Os lisboetas podem confiar na Proteção Civil e nos bombeiros da cidade que estão prontos para combater qualquer tipo de catástrofe, nomeadamente incêndios florestais em Monsanto. Esta afirmação do vereador Carlos Castro foi hoje provada no terreno, durante um simulacro de incêndio no Parque florestal de Monsanto, com o objetivo de testar a eficácia do Plano Operacional Municipal de Defesa da Floresta, bem como a articulação das diversas entidades e agentes de proteção civil envolvidos na resposta a um eventual incêndio nessa mata.

«Este simulacro é uma das várias medidas que a Câmara Municipal de Lisboa desenvolve no âmbito da proteção e segurança do Parque Florestal de Monsanto, nas quais investe anualmente quatro milhões de euros, nomeadamente na limpeza da floresta», salienta o vereador Carlos Castro.

Esta manhã, por volta das 9 horas, «surgiu» uma coluna de fumo e chamas no parque florestal, na estrada do Barcal, junto ao Centro de Interpretação de Monsanto. Este foi o «mote» do simulacro «deste grande incêndio» na mata de Monsanto, no chamado sector Bravo.

Na simulação foi criado um cenário em que as chamas deflagraram em Monsanto, obrigando a evacuação de crianças, ao corte e condicionamentos temporários de trânsito e à interrupção das carreiras da Carris que atravessam o parque florestal para facilitar a movimentação das viaturas de socorro.

Por volta das 09h30, o Regimento Sapadores Bombeiros de Lisboa (RSB) é alertado para um incêndio em Monsanto. De imediato, a central do RSB pede à Polícia Municipal (PM) para monitorizar a ocorrência e ativa a PSP, PM e Serviço Municipal de Proteção Civil. Em cerca de 7 minutos, o comandante de operações de socorro chegou ao local e verificou «a existência de um incêndio de grandes proporções em rápido desenvolvimento», por causa dos ventos que sobravam.

No cenário criado, face às proporções do sinistro foi ordenada a evacuação dos funcionários do Espaço da Biodiversidade e, 30 minutos (às 10H15) após, foram dadas instruções aos voluntários das Equipas de Evacuação da Câmara Municipal de Lisboa para evacuaram cerca de 250 pessoas, a maioria crianças, no Parque da Serafina. Desta forma, esses voluntários conduziram as crianças, acompanhantes e funcionários deste parque, para o ponto de encontro, situado na Igreja de S. Vicente de Paulo, na Serafina.

No Posto de Comando Operacional, montado pelo RSB, os responsáveis das operações (bombeiros, polícias e elementos da Proteção Civil), acompanhados pelo vereador Carlos Castro, monitorizavam a evolução do incêndio e, passadas 2 horas, as «frentes de fogo começaram a ceder e o incêndio foi dado como dominado»

Segundo o vereador da Proteção Civil, Carlos Castro, a resposta ao simulacro foi efetuada em «tempo real», para que todas as entidades saibam como responder de forma rápida e eficiente a um «acidente real».

Este exercício – segundo Carlos Castro – «provou que todos os agentes de Proteção Civil de Lisboa, nomeadamente bombeiros e forças de segurança, estão preparados para responder a qualquer tipo de catástrofe que ocorra, respondendo de uma forma muito eficiente», acrescentando que «os simulacros são  importantes para testar todos os cenários que podem surgir na cidade e, desta forma, dar uma resposta rápida a qualquer tipo de catástrofe que possa vir a ocorrer».

Segundo o vereador, o exercício efetuado hoje tinha ainda o objetivo de “dar uma resposta multifacetada a todas as consequências de um incêndio em Monsanto”, como o corte de estradas, minimização de situações ou evacuação de parques infantis.

De acordo com Carlos Castro, estiveram no terreno «uma centena de operacionais, entre bombeiros, Polícia Municipal e PSP»,

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