No ano em que se assinalam os 694 anos da morte de D. Dinis, o Ministério da Defesa não permitiu que a Associação Senado de Odivelas colocasse uma coroa de flores junto ao túmulo do monarca que criou a primeira universidade portuguesa.Apesar do Ministério da Defesa não ter autorizado a abertura da capela onde repousam os restos mortais do rei D. Dinis, a Associação Senado de Odivelas e as três corporações de bombeiros do concelho procederam à deposição de uma coroa de flores, em cerimónia pública, no exterior junto à entrada para a capela.José Barão das Neves, presidente da Associação, desvalorizou esta decisão do Ministério da Defesa, realçando o papel que a Associação Senado de Odivelas pode desempenhar no desenvolvimento de Odivelas.

«Temos que pensar Odivelas “fora da caixa”. Além de funcionarmos como uma entidade de pressão sobre os órgãos de poder (autarquia e Governo Central), apresentamos projetos que contribuam para o desenvolvimento do concelho», afirma Barão das Neves.A título exemplificativo recorda: «apresentamos, em colaboração com as três associações humanitárias, um projeto em relação aos bombeiros dos concelho. Brevemente, vamos apresentar um documento sobre o Metropolitano de Odivelas e, há perto de um ano, também realizamos um estudo sobre a necessidade de se criar a Divisão da PSP de Odivelas – felizmente a Câmara já assinou um protocolo para a sua criação».

Segundo Barão das Neves, esta associação nasceu «para refletir sobre as necessidades da comunidade Odivelense, pautando a sua atividade pelo incremento do espírito cívico, designadamente, promoção de ações de sensibilização pública visando o incremento da qualidade de vida no Concelho, realização de atividades cívicas, lúdicas, culturais, desportivas ou de natureza social que tenham por objetivo o bem-estar da população».

Roubo de azulejos e prémio D. Dinis

No decorrer da cerimónia, Barão das Neves anunciou que vai ser entregue, em Fevereiro, o prémio D. Dinis ao melhor aluno do ensino secundário do concelho de Odivelas, na disciplina de História.

O prémio D. Dinis pretende reconhecer a excelência e  homenagear aqueles que se dedicam e que promovem o bom nome do concelho na vertente académica, sendo o melhor aluno premiado com 500€ como reconhecimento do esforço efectuado.

Mas, e como em tudo na vida, não existem rosas sem espinhos (que o diga a rainha Santa Isabel), Barão das Neves lamentou a «ineficácia das diferentes entidades públicas na preservação do património arquitectónico do concelho».Barão das Neves referia-se concretamente ao roubo de azulejos no convento de D. Dinis. Segundo ele, apesar do convento ainda pertencer aos militares (exercito), a Câmara Municipal (que vai receber ainda este mês a titularidade do edifício) deveria ter «tomado medidas que dissuadissem qualquer tentativa de roubo ou vandalismo, mesmo que para isso tivesse de contratar uma empresa de segurança».Graça Peixoto, antiga presidente de Junta de Freguesia, assessora na Comissão Instaladora do Concelho de Odivelas e depois eleita pelo PS para a primeiro executivo municipal, é mais assertiva: «a Câmara tem a obrigação de preservar este património e, apesar de não ter ainda a responsabilidade sobre o espaço, deveria ter contratado alguém para tomar conta do edifício».Critica do atual executivo, Graça Peixoto salienta que o Senado «tem uma grande preocupação com a educação e, por isso, a criação do Prémio D. Dinis».

Na sua fundação, o Senado foi constituído por 11 elementos: Álvaro Marçal, António Boa-Nova, Fernando Sousa, Hernâni Carvalho, Jorge Mendes, Joaquim Lourenço, José Barão das Neves, Manuel Cunha, Rui Loio, Vitor Peixoto e pela jornalista Manuela Ferreira entretanto falecida.

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