PROJETO BIP/ZIP POÊM ESTUDANTES COM «MÃOS NA TERRA»

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A partilha de sementes e saberes à distância de um clique é o título de um projeto vencedor do programa BIP/ZIP da Câmara de Lisboa e que já está a ser implementado no Agrupamento de Escolas Padre Bartolomeu de Gusmão, em Lisboa.

O projeto “Germinar um banco de sementes”, criado pela associação Margens Simples, pretende criar um banco de sementes a partir do espaço escola e envolvendo a comunidade local, sendo já possível requisitar e partilhar sementes sem sair de casa e assim contribuir para a conservação do património genético existente no país.

Dar continuidade à diversidade e à conservação de sementes, assim como contribuir para que o hábito de as guardar e trocar se universalize, uma prática comum na agricultura sustentável, são os principais objetivos deste projeto que esta a ser desenvolvido pela associação Margens Simples, e financiado pelo programa BIP/ZIP, da Câmara Municipal de Lisboa, tendo como parceiros o Agrupamento de Escolas Padre Bartolomeu de Gusmão, a empresa Sementes Vivas, o projeto RESEED, e o Banco de Sementes A.L. Belo Correia da Universidade de Lisboa, o maior e mais antigo banco de sementes de espécies autóctones em Portugal continental, a Valorsul e o grupo Carmo Wood.

Envolvendo alunos, professores, educadores e a comunidade local de forma participativa, com a construção de um espaço apto à germinação na horta, e usando a troca e multiplicação de sementes como mote, esta ação pretende fortalecer o sentido de comunidade e promover a consciencialização de questões ambientais amplas, como: a recuperação da biodiversidade de ecossistemas naturais e agrícolas; promoção de espécies e variedades portuguesas; promoção da descarbonização; e a promoção do consumo crítico e da economia circular (reduzir, reutilizar, reciclar).

O projeto arrancou com a atividade de formação e sensibilização para Bancos de Sementes, para um público de 258 alunos do 2º e 6º ano das Escola Primária Ressano Garcia e Escola Secundária Josefa de Óbidos está a criar “Um arquivo de sementes” e, para o qual foi criada uma plataforma digital onde este património genético pode ser pesquisado segundo critérios específicos e requisitados, fomentando a circularidade das sementes.

No âmbito desta iniciativa foi criado um espaço físico onde as sementes podem ser germinadas (dois estufins para a germinação e cerca de 110m2 de horta, com mais de 35m2 em camas elevadas) no pátio da Escola Josefa de Óbidos que permite aos alunos terem um «contato direto com a terra e adquirir um conhecimento pela prática, com o envolvimento direto desde o planeamento e construção até à gestão e recolha».

No início do ano letivo 2020/21 vai ser inaugurada uma exposição que abre as portas da escola para divulgar tudo o que se aprendeu e construiu durante um ano de atividade e também vai ser produzido um manual «em dispersão», compilando «as dinâmicas metodológicas do projeto e conhecimento adquirido», com o objetivo de «potenciar a dimensão educativa da informação ambiental recorrendo a uma linguagem compreensível e acessível, sem perder o rigor científico».

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