METRO COMEMORA 59º ANIVERSÁRIO

O Metropolitano de Lisboa está de parabéns. Comemora hoje 59 primaveras ao serviço da cidade de Lisboa.

A primeira rede portuguesa de metropolitano abriu no dia 29 de Dezembro de 1959 em Lisboa, ligava Sete Rios aos Restauradores e Entrecampos ao Marquês de Pombal. Inaugurado a 29 de Dezembro de 1959, o Metropolitano de Lisboa trouxe à capital portuguesa uma nova opção de mobilidade. Actualmente com quatro linhas e 56 estações, tudo começou com uma linha em Y e apenas 11 estações, com um cumprimento de 6,5 quilómetros. A rede ligava os Restauradores a Sete Rios e também a Entrecampos, bifurcando na Rotunda (actual estação Marquês de Pombal) em dois troços distintos que, mais tarde, viriam a originar as linhas Azul e Amarela. Os trabalhos de construção tinham sido iniciados em 7 de Agosto de 1955 e, quatro anos depois, em 29 de Dezembro de 1959, o novo sistema de transporte foi inaugurado.

O primeiro plano do Metro de Lisboa foi apresentado em 1888 pelos engenheiros Costa Lima e Benjamim Cabral, mas nunca chegou a sair do papel. A proposta incluía uma linha com 14 estações que podia ser percorrida em 20 minutos; existiriam comboios expresso que só parariam em algumas, num trajecto total de 15 minutos. A ligação seria feita entre Santa Apolónia e Algés, passando pelo Rossio, Lapa, Estrela, Bairro Alto e Castelo e Alcântara.

No entanto, só 60 anos passados, a 26 de Janeiro de 1948, é que foi constituída a Sociedade Metropolitana de Lisboa para realizar «o estudo técnico e económico, em regime de exclusivo, de um sistema de transportes coletivos fundado no aproveitamento do subsolo da cidade. A concessão para a instalação e exploração do respetivo Serviço Público veio a ser outorgada em 1 de Julho de 1949».

Dez anos volvidos, a 29 de Dezembro de 1959, na estação dos Restauradores, o eng.º Francisco de Mello e Castro, então presidente da Sociedade Metropolitana de Lisboa, inaugura o 1.º escalão da 1.ª fase da rede de metro que compreendia 11 estações, servida por comboios de duas carruagens, ambas motoras. Em 1963, inicia-se a exploração do troço Restauradores/Rossio.

O Metropolitano de Lisboa veio a tornar-se um fator determinante no desenvolvimento da cidade, traçando linhas de expansão urbanísticas e funcionando como motor principal do sistema de transportes da cidade, dada a sua segurança, rapidez e regularidade.

O 1º escalão de construção da rede foi concretizado em fases sucessivas. Assim, em 1963 entra em exploração o troço Restauradores/Rossio, em 1966, o troço Rossio/Anjos e, por último, é completado em 1972 com a ligação Anjos/Alvalade. Por razões conjunturais houve, a partir de 1972, uma interrupção nos projetos de expansão inicialmente previstos para a rede.

Em 1975 o metropolitano é nacionalizado. Em 1978, passa a Empresa Pública, sendo publicados novos estatutos, e a empresa passa a denominar-se Metropolitano de Lisboa E.P.

Em 1988, dezasseis anos depois da última inauguração são abertas ao público duas novas extensões, Sete Rios (Jardim Zoológico) – Colégio Militar/Luz e Entre Campos – Cidade Universitária. A primeira compreendendo as estações Laranjeiras, Alto dos Moinhos e Colégio Militar/Luz e a segunda a estação Cidade Universitária.

Em 1993, entram em exploração duas novas extensões, Cidade Universitária – Campo Grande e Alvalade – Campo Grande. A estação Campo Grande, que se encontra inserida no complexo dos viadutos do Campo Grande, constitui a primeira estação elevada da rede e a segunda estação de correspondência do Metropolitano de Lisboa. Nesta data é também inaugurada a 1ª fase do segundo Parque de Material e Oficinas (PMO II), em Calvanas, o acesso a estas instalações é feito em viaduto a partir do nó ferroviário adjacente à estação do Campo Grande.

Em 1995 é concretizada a desconexão do nó da Rotunda (Marquês de Pombal), obra fundamental no âmbito da reestruturação e expansão da rede. São, assim, criadas duas linhas distintas e dado o primeiro passo para o estabelecimento de uma rede.

Em 1997 abrem ao público as extensões Colégio Militar – Pontinha, na Linha Azul, e Rotunda (Marquês de Pombal) – Rato, na Linha Amarela. Passam a existir duas linhas independentes com correspondência nas estações Rotunda (Marquês de Pombal) e Campo Grande.

Em finais de 1997 é interrompido o serviço de exploração entre Restauradores e Rossio para permitir a ligação Rossio – Baixa/Chiado e Restauradores – Baixa/Chiado. Devido ao incêndio ocorrido a 19 de Outubro de 1997 na estação Alameda, só em Março de 1998 é reposto o serviço entre Areeiro e Martim Moniz (antiga estação Socorro) constituindo esta data o início da exploração com três linhas independentes, Linha Azul, Pontinha – Restauradores, Linha Amarela, Campo Grande – Rato e Linha Verde, Campo Grande – Martim Moniz (Socorro).

Em Abril de 1998 abre à exploração o troço Rossio – Baixa/Chiado – Cais do Sodré. Ainda em 1998, iniciou-se a exploração da Linha Vermelha, Linha do Oriente. Trata-se de um marco particularmente importante na história do Metropolitano de Lisboa pois é a primeira linha completamente independente que é inaugurada desde a entrada em exploração da rede em 1959.

Para além da remodelação da estação Alameda que passa a ser uma estação dupla permitindo a correspondência entre as linhas Verde e Vermelha, esta linha inclui seis novas estações: Olaias, Bela Vista, Chelas, Olivais, Cabo Ruivo e Oriente.

A linha Vermelha tem uma importância relevante, não só pela estruturação urbana que veio conferir à região da cidade que atravessa, como pelo facto de ter constituído uma via privilegiada de acesso, através da estação Oriente, ao grande evento que foi a Expo ’98.

Com a abertura da Linha Vermelha entre Alameda e Oriente, dos prolongamentos da Linha Verde do Rossio ao Cais do Sodré e da Linha Azul dos Restauradores à Baixa/Chiado, o Metropolitano de Lisboa passou a funcionar com quatro linhas independentes e interligadas, realizando as conexões essenciais com a rede ferroviária (suburbana e regional) e com as ligações fluviais para a margem Sul.

Em Novembro de 1998 abre à exploração a estação Olivais e, em Novembro de 2002 abre à exploração o troço Campo Grande – Telheiras na Linha Verde, iniciando-se assim a 1.ª fase do prolongamento desta linha para Noroeste.

Em Março de 2004 abre à exploração o troço Campo Grande – Odivelas na Linha Amarela, com cinco novas estações, Quinta das Conchas, Lumiar, Ameixoeira, Senhor Roubado e Odivelas. Pela primeira vez o Metropolitano de Lisboa sai dos limites do concelho de Lisboa.

Em maio de 2004 abre à exploração o troço Pontinha – Amadora Este na Linha Azul, com duas novas estações, Alfornelos e Amadora Este. Em Dezembro de 2007 abre à exploração o troço Baixa/Chiado – Santa Apolónia na Linha Azul com duas novas estações, Terreiro do Paço e Santa Apolónia.

Em Agosto de 2009 abre à exploração o troço Alameda – S. Sebastião na Linha Vermelha com duas novas estações, Saldanha II e S. Sebastião II. Em Julho de 2012 o Metro abriu ao público o prolongamento da linha Vermelha entre as estações Oriente e o Aeroporto. Este troço passa a abranger três novas estações: Moscavide, Encarnação e Aeroporto e acrescenta uma extensão de 3,3 quilómetros à rede do Metro.

Em Abril de 2016 é aberto ao público o prolongamento da linha Azul, entre as estações Amadora Este e Reboleira, configurando-se um marco de grande importância na história do Metropolitano de Lisboa tal como configura um momento de especial importância para a Área Metropolitana de Lisboa. O novo troço acrescenta uma extensão de 937 metros à rede do Metro que, desta forma, alcança 44,5 km de comprimento, dispondo de um total de 56 estações, nas suas quatro linhas autónomas.

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“A Administração do Metropolitano de Lisboa anunciou na passada terça-feira, dia 27 de novembro, que tinha “luz verde” para o projeto de “Prolongamento entre a Estação Rato e Cais do Sodré, incluindo as Novas Ligações nos Viadutos do Campo Grande”.”

Descarregue a edição nº 6 | Informação Passes e Carris Metropolitana OLHARES DE LISBOA Nº 6 | NATAL

 

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