Catorze famílias de Oeiras receberam hoje a chave da sua nova casa, no Gabinete do Presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Isaltino Morais, localizado nos Paços do Concelho.
Do universo das 9 famílias a realojar no âmbito do Observatório, verifica-se que o tipo de família com mais expressão é a tipologia denominada por Isolados (quatro).
Relativamente aos fogos disponíveis para atribuição, as tipologias a atribuir, distribuídas por diversos empreendimentos, com maior expressão são T1 (4), sendo que três destas encontram-se inseridas na Unidade Residencial Madre Maria Clara.
«Esta política permite-nos também trazer jovens para os centros históricos onde há mais envelhecimento. A vinda desses jovens para estes prédios permite dar mais vida e animação ao território, ao mesmo tempo que resolvemos problemas complicados que os jovens têm dificuldade em resolver», afirmou o responsável do executivo.
Segundo o autarca, além das casas destinadas aos jovens «arrendadas a um quinto do valor de mercado», o município está a implementar um programa destinado à classe média. «Não são só as famílias carenciadas que precisam do nosso apoio. Há também uma classe média que tem de ser ajudada e que também terá acesso à habitação municipal», salientou o autarca que anunciou que é por isso que «vamos ter uma nova geração de políticas, alargadas a novos segmentos sociais e que permita dar resposta aos diferentes tipos de necessidade das famílias do concelho».
«Depois de termos sido o primeiro concelho do país a acabar com os bairros de barracas, através de uma política de realojamento que permitiu a satisfação das carências básicas de pelo menos um fogo para cada família, enfrentamos hoje em dia novos e mais complexos desafios”, salientou Isaltino Morais no seu discurso, afirmando que agora «a política de desenvolvimento que se quer para este concelho impõe níveis superiores de preocupação, para ir ao encontro da população com carências habitacionais».
O autarca fez ainda questão de sublinhar que, dada a escassez de fogos municipais para atribuição, a resposta que a autarquia tem vindo a dar tem por base uma avaliação técnica escrupulosa e cuidada das inúmeras situações familiares, sendo que os fogos são disponibilizados às famílias que apresentam as situações mais graves de carência habitacional, económica e que, em alguns casos, cumulativamente apresentam graves problemas de saúde.