Mães à beira de um ataque de nervos

A mudança de hora já está à porta e o cenário repete-se ano após ano. O horário de verão, grosso modo, rouba uma hora de descanso e de lazer às mães de bebés. Esta hora por dia pode fazer a diferença, revela estudo internacional. Embora, à primeira vista, uma hora no relógio possa parecer irrelevante, este é o tempo máximo que 2 em cada 3 mães despendem nas suas necessidades diárias básicas.

Como é habitual, no final de março, os relógios avançam uma hora para dar as boas-vindas à hora de verão. A luz do dia ganha então espaço ao negrume noturno, mas, no entanto, a perda desta hora de descanso pode causar uma alteração brusca no equilíbrio natural do organismo, dificultando o adormecer ou o despertar à hora adequada.

Esta mudança horária não poupa ninguém, mas são sobretudo as mães de crianças pequenas as mais afetadas por esta mudança de hora, pois perdem este curto período para se dedicarem a atividades de lazer, ou descanso. É o que revela o estudo efetuado pela empresa britânica OnePoll, em colaboração com a Philips.

Entre as conclusões do estudo, sublinha-se que 61% das mães dedicam apenas uma hora ou menos às suas necessidades básicas. Acresce o problema da privação de sono das mães nos seus cuidados e, consequentemente, do bebé. O estudo sublinha que 51% das mães sentem mais pressão quando têm privação de sono, e um quarto delas já perde três horas ou mais de descanso.

Por outro lado, conclui-se que, de facto, 66% das mães afirmam que gostariam que os seus parceiros se envolvessem mais nos cuidados com o bebé e quase metade gostaria que os avós também ajudassem.

Pressão da maternidade

De acordo com Marci El-Deiry da Women’s Health, “as mães continuam a ser a força vital da nossa sociedade, mas estão, constantemente, sob pressão para serem ‘mães’ o tempo todo. É preciso consciencializar as mães para o facto de que dedicar tempo a si próprias não é um problema, e que fazê-lo é bom não só para elas, como também para o bebé. Temos de desmistificar o tabu entre as mães de que precisar ou pedir ajuda não significa que não estejam a fazer um bom trabalho. Por isso, é crucial que as pessoas que as rodeiam intervenham o mais proactivamente possível.”


O estudo revela ainda que quase todas as mães (74%) consideram que a pressão social e as expetativas aumentaram nos últimos dez anos. A maioria das pessoas (88%) reconhece que as mães sacrificam a sua saúde e bem-estar pessoal para cuidar dos seus bebés. Estes sacrifícios representam um risco: 74% das mulheres sentem-se mais ansiosas do que antes de terem os seus filhos.

Para colmatar esta realidade, a marca que patrocina a investigação diz que está a promover o posicionamento “Share the Care”, que visa sensibilizar as famílias, os amigos e a comunidade em geral para a importância de apoiarem as mães nos cuidados do bebé. Desta forma, as mães terão o tempo necessário para dar prioridade ao seu bem-estar e cuidados pessoais.

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