A Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado (APEF) lança campanha nacional de consciencialização “Janeiro Sem Álcool”, com o objetivo de alertar a população para os danos do consumo excessivo de álcool e promover a adoção de um estilo de vida mais saudável.
Esta iniciativa, que decorre nas redes sociais da associação, foca-se especialmente na doença hepática alcoólica, uma condição que resulta do consumo elevado de álcool e que pode evoluir desde a esteatose hepática até à cirrose e cancro do fígado, comprometendo gravemente a saúde.
De acordo com dados do Instituto para os Comportamentos Aditivos e as Dependências (ICAD), em 2024, 7 a 8 em cada 10 jovens portugueses com 18 anos já consumiram bebidas alcoólicas. A presidente da APEF, Paula Peixe, alerta que “esta faixa etária apresenta estatísticas particularmente preocupantes” e sublinha que o momento de início do ano é propício para refletir e definir metas pessoais, nomeadamente a redução do consumo de álcool.
Segundo as estimativas da Organização Mundial da Saúde para 2024, o consumo médio anual de álcool puro em Portugal foi de 16,9 litros por pessoa do sexo masculino e 4,8 litros por pessoa do sexo feminino. “É responsabilidade dos adultos refletir sobre os seus comportamentos sociais e os impactos que estes têm na sua saúde, além de alertarem os jovens para os perigos e problemas associados ao consumo de álcool, ajudando a transmitir a mensagem: Desafia-te pela saúde do teu fígado!”, acrescenta Paula Peixe.
A doença hepática alcoólica pode ser silenciosa e muitas vezes passa despercebida, mas a sua progressão acarreta graves riscos, incluindo inflamação hepática, fibrose e cancros associados ao fígado. Além destas consequências directas, o consumo de álcool também está ligado a acidentes de viação e outras situações de risco.
A campanha “Janeiro Sem Álcool” é um movimento internacional iniciado em 2013 e esta é a quinta edição em Portugal, tendo como meta principal sensibilizar e apoiar a população a reduzir o consumo alcoólico durante o primeiro mês do ano.
A Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado, enquanto organização científica sem fins lucrativos, congrega profissionais de saúde interessados nas doenças do fígado e vias biliares e assume um papel ativo nas políticas de promoção da saúde hepática no país.






