Munícipio de Loures vai investir 16 milhões na requalificação da Escola Secundária de São João da Talha

A Câmara Municipal de Loures apresentou o projeto de requalificação da Escola Secundária de São João da Talha à comunidade. O vereador António Marcelino revela que o Município está a levar cabo um ambicioso programa de renovação do parque escolar do concelho, que “estava muito degradado”.

Realizou-se no dia 20 de janeiro, nas instalações da Escola Secundária de São João da Talha, a apresentação do projeto de beneficiação deste equipamento escolar, uma obra da Câmara Municipal de Loures, com um investimento estimado de perto de 16 milhões de euros, investidos nas obras de requalificação da escola e a construção de um pavilhão polidesportivo e de dois campos de padel, e prazo de execução de 22 meses.

O projeto inclui ainda a construção de um pavilhão polidesportivo e a criação de dois campos de padel, equipamentos que poderão ser utilizados pela comunidade fora do horário letivo. Está também prevista a reorganização funcional da escola, permitindo uma melhor distribuição dos espaços pedagógicos.

A intervenção prevê a reabilitação integral dos edifícios, com o objetivo de corrigir problemas decorrentes do envelhecimento natural da escola, nomeadamente deficiências ao nível do isolamento térmico e acústico, impermeabilizações degradadas e desgaste das fachadas. Estão igualmente contempladas a requalificação dos espaços interiores e a adaptação dos edifícios às normas de segurança contra incêndios.

Após a intervenção, a escola passará a dispor de 23 salas de aula, laboratórios, salas de informática, espaços dedicados à educação especial, salas de artes visuais e uma nova biblioteca integrada no edifício administrativo.

No que respeita aos espaços exteriores, o projeto contempla melhorias significativas ao nível da acessibilidade e da segurança, a redução da circulação automóvel no interior do recinto escolar, a criação de uma nova portaria pedonal, percursos acessíveis entre os vários blocos e uma zona de paragem rápida, para deixar ou recolher os alunos sem estacionar.



Atualmente, a Escola Secundária de São João da Talha serve 478 alunos, contando com 54 docentes e 19 assistentes operacionais.

Governação “descentralizada”

Em entrevista ao nosso jornal, o vereador da Educação, António Marcelino, refere que a reunião com a comunidade educativa e de pais de São João da Talha “foi muito positiva”.

“Estas reuniões têm como objetivo ouvir os contributos da comunidade escolar e dos pais. Foi feito um estudo prévio, que foi apresentado à comunidade, no sentido de poder absorver pequenos ajustamentos necessários” antes da obra avançar.

É objetivo incluir as sugestões (exequíveis) da comunidade nas obras, antes das intervenções avançarem em definitivo. António Marcelino salienta que esta forma inclusiva de trabalhar da Câmara “tem sido muito bem acolhida” pela comunidade escolar, até porque os diretores das escolas ficam com a coresponsabilidade de apresentar aportes para melhorar as intervenções no parque escolar. “Os diretores e a restante comunidade escolar são quem melhor conhece as necessidades reais das instituições. O Município ouve com toda a atenção os depoimentos e encarrega-se de inclui-los no projeto”.

Na visão de António Marcelino, esta “descentralização” na tomada de decisões, antes de avançarem as requalificações ou construções do parque escolar do concelho, já esta a gerar mais-valias efetivas, uma vez que as obras refletem o esforço de incluírem as “preocupações” dos professores, pais e também dos próprios alunos.

O vereador sublinha que as intervenções no parque escolar têm em conta as “especificidades” de cada território, exemplificando com o reforço térmico, mas sobretudo acústico, em edifícios escolares localizados em freguesias como Camarate, Sacavém ou São João da Talha, que, pelo facto de estarem nas imediações do Aeroporto de Lisboa, são diretamente afetadas pela poluição sonoro causada pelo tráfego de aviões que sobrevoam estes territórios.

“Já fizemos a experiência de testarmos as salas de aula da nova escola do 1º Ciclo de Camarate e não se ouvia um ruído que fosse de aviões ou outros. Estas intervenções têm um contributo decisivo para a melhoria da qualidade de vida e de ensino dos nossos alunos”, reforça.

Dignificar a Escola Pública

O presidente da Câmara Municipal de Loures, Ricardo Leão disse há poucos dias que o Município tem como objetivo máximo “dignificar a Escola Pública” no concelho. O vereador da Educação não tem dúvidas de que essa declaração pública do edil tem estado no epicentro das políticas autárquicas levadas a cabo pelo Executivo.

António Marcelino refere que o parque escolar de Loures “estava muito degradado” e que, por isso, foi delineada uma estratégia “para dar dignidade à Escola Pública” do território, reforçando está previsto um investimento de 50 milhões de euros em obras de requalificação em várias escolas do 2º ciclo: Gaspar Correia (Portela), Maria Veleda (Santo António dos Cavaleiros), Mário Sá Carneiro (Camarate), Agrupamento de Escolas Eduardo Gageiro (Sacavém), Escola José Afonso (Loures), bem como na EB 2,3 de Pirescoxe,  EB do Zambujal, EB do Infantado, EB da Apelação.

Três das escolas a serem intervencionadas vão contar com a construção de pavilhões multiusos, como a de São João da Talha, sendo objetivo que estes equipamentos passem também a ser utilizados pela população dos territórios afetos a cada escola.

António Marcelino explica que a construção destes quatros novos equipamentos desportivos foi fruto da necessidade de dotar as escolas com infraestruturas próprias para a prática desportiva em locais que careciam deste tipo de equipamentos, aliando a oferta a alunos e à própria comunidade local fora do horário letivo.

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