Face à ausência de respostas do Município de Sintra, a Câmara Municipal de Oeiras tomou a dianteira e empreendeu uma obra estrutural na Ribeira de Massamá que tem como objetivo proteger a população de Tercena das cheias que frequentemente assolam aquele território.
Sempre que ocorrem chuvadas intensas, a população de Tercena, em Oeiras, anda com o credo na boca com receio de os seus bens serem consumidos pelas cheias e o caudal de água descontrolado proveniente da Ribeira de Massamá – já houve o registo de pessoas arrastadas pela força água.
Em várias intervenções públicas, o presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Isaltino Morais, tem chamado à atenção para a necessidade de a Câmara Municipal de Sintra assumir as suas responsabilidades na resolução do problema. Até porque, na visão do autarca, as cheias na zona estarão diretamente relacionadas com a impermeabilização dos solos causada pela construção massiva em Massamá. Mas os avisos de Isaltino Morais têm caído em saco roto.
Face à ausência de respostas de Sintra, no dia 5 de janeiro, a Câmara Municipal de Oeiras decidiu avançar com a obra de quintuplicação da Ribeira de Massamá, que é “muito complexa”, e vai causar muitos constrangimentos à população, mas que assume um papel vital para todos os munícipes de Tercena suspirarem de alívio sempre que as chuvadas assolam a região.
Mais de 8 milhões de euros suportados por Oeiras
Em vídeo partilhado nas redes sociais, Isaltino Morais referiu que o Município de Oeiras “vai suportar todo o investimento” nesta grande intervenção realizada pelas equipas dos SIMAS (8 200 000 de euros), mas que assume uma importância fundamental para evitar as cheias que frequentemente assolam a freguesia de Tercena.
O edil apelou à compreensão à população pelos constrangimentos causados pela obra, lembrando que quando a intervenção “estiver enterrada”, finalizam os riscos para os munícipes causados pelas cheias.
Em declarações ao “Olhar Oeiras”, o presidente do Conselho de Administração dos SIMAS, Francisco Rocha Gonçalves, revela que esta empresa intermunicipal irá ter como prioridades as intervenções na Ribeira de Massamá, mas também na Ribeira de Algés, para mitigar os problemas provocados pelas cheias que frequentemente assolam os territórios de Algés e Tercena.
O vice-presidente da Câmara e administrador dos SIMAS refere que estas intervenções irão “regularizar dois troços de água, que fazem parte de ribeiras intermunicipais, têm trazido muitos problemas às populações”, confirmando que, apesar dos vários apelos do Município de Oeiras, os municípios de Sintra e Amadora “não têm tido a atenção necessária” para a regularização deste duplo problema.
“O Município de Oeiras tem procurado que os outros municípios assumam as suas responsabilidades, mas tivemos sempre muitas dificuldades nesta matéria”, conclui.










