Amnistia Internacional alerta para crimes contra a humanidade na Venezuela e situação crítica em Gaza

A Amnistia Internacional denunciou os crimes contra a humanidade cometidos pelo governo de Nicolás Maduro na Venezuela, lembrando que, desde o ataque de 3 de janeiro motivado pelo controlo dos recursos e do poder geopolítico, não há justiça nem garantias de não repetição para o povo venezuelano.

A organização alerta que, apesar de Donald Trump ter reivindicado autoridade para dirigir a política na Venezuela, a presidente interina Delcy Rodríguez mantém uma retórica desafiante, embora coopere efetivamente com os Estados Unidos.

Em Gaza, uma pesquisa conjunta da HelpAge International e da Amnistia Internacional revelou que os idosos sofrem uma grave crise de saúde física e mental provocada pelo bloqueio contínuo de auxílio e medicamentos essenciais imposto por Israel, agravada pela recente proibição da presença de organizações humanitárias na região. A escassez de alimentos nutritivos, medicamentos e abrigo contribui para condições desumanas entre esta população.

No parlamento israelita, membros do Knesset deverão votar contra uma série de projetos de lei que introduzem emendas permitindo a expansão do uso da sentença de morte com uma aplicação discriminatória contra palestinianos. A Amnistia Internacional apelou a que se rejeitem estas propostas, destacando que uma das principais votações está prevista pelo Comité de Segurança Nacional do Knesset.

Relativamente aos Estados Unidos, a Amnistia Internacional criticou o presidente Donald Trump por atacar os esforços globais para combater as alterações climáticas. A administração norte-americana desmantelou iniciativas domésticas de ação climática e promove uma reversão sem precedentes nas regulamentações que protegem a população da poluição por combustíveis fósseis e das alterações climáticas.

Em Portugal, a Amnistia Internacional – Portugal juntou-se a outras dez instituições de solidariedade social para sensibilizar os contribuintes a consignarem 1% do seu IRS à causa social. A iniciativa, intitulada “Assino de Cruz. Sem custos para si com vantagem para todos”, iniciou-se a 22 de janeiro e pretende promover uma forma simples e sem encargos para os contribuintes apoiarem estas organizações, destacando que este gesto tem um impacto significativo.


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