O Crédito Económico Popular (CEP), empresa portuguesa que atua no setor do crédito sobre penhores, vai entrar no negócio da venda de barras de ouro através da sua rede de 16 filiais em todo o país. A diretora-geral do CEP em Portugal justifica que, com este lançamento, “disponibilizamos ao mercado português uma forma transparente e acessível de investimento em ativos reais”.
De acordo com um comunicado divulgado nesta terça-feira, dia 24 de fevereiro, “as barras de ouro fino para investimento, de 5 e 10 gramas, com pureza de 999,9, são comercializadas pelo CEP com certificado que atesta a sua pureza, peso e autenticidade”.
O CEP assegura que a opção por pesos reduzidos “permite um investimento gradual e flexível, alargando o acesso ao ouro físico a um universo mais vasto de clientes, desde investidores experientes a aforradores conservadores, novos investidores que procuram uma primeira exposição ao ouro, bem como colecionadores e curiosos”.
“Com este lançamento, disponibilizamos ao mercado português uma forma transparente e acessível de investimento em ativos reais, apoiada na experiência do CEP na avaliação e gestão de metais preciosos. O nosso objetivo é que qualquer cliente, com diferentes níveis de poupança, possa aceder a um investimento em ouro físico de forma simples, informada e segura”, afirma Isabel Teixeira, diretora-geral do CEP em Portugal. “As barras de ouro fino permitem aos clientes diversificar o seu património com um ativo físico, tangível e reconhecido como reserva de valor.”
Segundo a empresa, as barras de ouro comercializadas pelo CEP são produzidas e certificadas por refinarias e ensaiadores autorizados e registados na Imprensa Nacional-Casa da Moeda (INCM), em conformidade com os padrões internacionais de qualidade e ensaio. O ouro utilizado resulta de peças adquiridas através dos serviços de compra e venda do CEP nas suas agências e que não sejam vendidas em leilão público, num processo sujeito a controlos internos de conformidade, prevenção do branqueamento de capitais e regras de aprovisionamento responsável.
A rastreabilidade é assegurada desde a aquisição até à produção das barras, com avaliação especializada realizada pelas equipas do CEP nas suas filiais.
O preço de venda corresponde essencialmente ao valor da barra — cotação de referência do dia útil anterior acrescida de uma margem de 5% — não existindo outros encargos adicionais associados à compra. O CEP não disponibiliza atualmente serviço de custódia, sendo a recolha física das barras efetuada nas agências. No entanto, a empresa encontra-se a desenvolver soluções de guarda para o futuro.
Este veículo de investimento enquadra-se no regime europeu aplicável ao ouro de investimento (ouro fino 999,9). Em Portugal, este regime contempla, em regra, a isenção de IVA na aquisição, sendo que a eventual tributação de mais-valias depende da situação fiscal individual e do horizonte temporal de detenção do ativo.
“Segurança” em períodos de incerteza
Para o CEP, o ouro tem um papel estabilizador em períodos de incerteza, funcionando como cobertura contra a inflação e riscos cambiais. A sua relevância enquanto ativo de investimento resulta do seu valor intrínseco, da oferta limitada e da elevada liquidez a nível global. Ainda assim, o investimento em ouro físico não está isento de riscos, devendo ser considerados fatores como as oscilações de preço, as condições de liquidez no momento da revenda e a ausência de rendimento periódico (como juros ou dividendos). O CEP defende que o ouro deve ser integrado numa carteira diversificada e ajustada ao perfil e aos objetivos de cada investidor.
A entrada do CEP na comercialização de barras de ouro insere-se na estratégia do grupo Kruso Kapital, a que pertence o CEP, “de reforçar a sua presença no segmento de ativos reais e de disponibilizar soluções de investimento diversificadas, claras e sustentadas em ativos físicos”.
Esta oferta em Portugal “beneficia desta experiência internacional”, ajustando-a às características do mercado nacional e ao enquadramento regulatório português, conclui a companhia.



