Grande Lisboa com prejuízos estimados em 270 milhões de euros

O “comboio de tempestades” registado recentemente, provocou uma onda de devastação sentida por todo o país. Os territórios da AML tiveram prejuízos na ordem dos 270 milhões de euros. Carlos Moedas pede rapidez e agilidade nos apoios do PTRR e alerta para a necessidade de os municípios estarem preparados para enfrentar os efeitos das alterações climáticas, fazendo “obras estruturais” para mitigar as ocorrências climatológicas.

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa e do Conselho Metropolitano, Carlos Moedas, esteve hoje reunido com os autarcas da área metropolitana de Lisboa e o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, para discutir os efeitos adversos e as consequências dos recentes fenómenos climáticos que afetaram a área metropolitana de Lisboa.

Ao longo das últimas semanas, os municípios da área metropolitana de Lisboa (AML) têm estado a elaborar o levantamento dos danos registados em habitações, empresas e infraestruturas nos seus territórios.

AML, com 18 municípios, contabiliza prejuízos de cerca de 270 milhões de euros devido ao “comboio de tempestades” que se abateu sobre a região, revelou hoje o presidente do Conselho Metropolitano, ressalvando que o levantamento dos danos ainda não está concluído.

“Sofremos danos cujo número está à volta dos 270 milhões de euros, este é um número ainda provisório, mas é aquilo que podemos juntar de todos os danos causados nos 18 municípios”, afirmou o presidente do Conselho Metropolitano de Lisboa, Carlos Moedas (PSD), após uma reunião deste órgão deliberativo da Área Metropolitana de Lisboa (AML), que decorreu em Loures, distrito de Lisboa.

Essa reunião contou com a presença do ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, que esteve a apresentar aos autarcas da Área Metropolitana de Lisboa o programa PTRR – Portugal Transformação Recuperação Resiliência para responder aos efeitos adversos e as consequências dos recentes fenómenos climáticos que afetaram o país.


Danos superiores a 30 milhões em Lisboa, Loures e Setúbal

Em declarações aos jornalistas, Carlos Moedas disse que “mais de 50%” dos danos provisórios contabilizados estão relacionados com infraestruturas, existindo também prejuízos em equipamentos escolares, que representam 13%, e “muitos danos” no património natural e no património cultural.

“Dois terços destes danos foram em infraestruturas e em equipamentos escolares”, reforçou o também presidente da Câmara de Lisboa.

Precisando que o valor total dos danos contabilizados até ao momento é de 268 milhões de euros (ME), o autarca adiantou que há três municípios com prejuízos superiores a 30 ME, nomeadamente Loures, com 37 ME, Lisboa, com 48 ME e Setúbal, com 49 ME.

De acordo com o balanço provisório apresentado pelo presidente do Conselho Metropolitano de Lisboa, outros quatro concelhos têm danos superiores a 15 ME, designadamente Sintra, com 26 ME, Odivelas, com 16 ME, Almada, com 15 ME, e Vila Franca de Xira, com 15 ME.

Prevenir para não remediar

Face ao ocorrido, Carlos Moedas salienta que os municípios “têm de estar preparados para eventos climáticos como estes, porque eles vão voltar a acontecer nos próximos anos, e para isso é preciso fazer obras estruturais. O Município de Lisboa está a fazer grandes obras estruturais, mas nós precisamos que essas obras não sejam do Município, precisamos que sejam da AML”, pois as alterações climáticas “não escolhem fronteiras” e têm de ser integradas num “plano geral”, que deve ser levado a cabo pelo Estado central.

“Esperamos do PTRR (Portugal Transformação Recuperação Resiliência) capacidade de rapidamente resolver a situação”, disse, afirmando que “precisamos de agilidade e de investir no futuro”.

“Precisamos de agilidade, uma vez que estamos a utilizar o nosso próprio orçamento para resolver situações que temos hoje em mão (…) ficámos com muita esperança em relação ao PTRR e esperança também em relação àquilo que podemos fazer todos em conjunto.”

Apesar dos estragos causados pelo mau tempo na AML serem de monta, Moedas reconhece, ainda assim, que o aconteceu não é comparável com o que aconteceu noutros distritos do país.

 

 

 

 

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