Risco significativo de cheias para esta terça-feira

IPMA emite alertas para o risco significativo de cheias em várias bacias hidrográficas do país. A bacia do Tejo pode vir a ser uma das mais afetadas. O comandante da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil aconselhou a população a ter precauções redobradas.

A previsão de precipitação por vezes intensa levou o IPMA a emitir aviso amarelo para sete distritos do norte e centro litoral esta segunda-feira, numa semana que será marcada pela manutenção do risco de cheias em várias bacias hidrográficas do país. Para esta terça-feira há previsão de mais avisos, seis distritos passam a laranja. O plano especial de emergência para a Bacia do Tejo mantém-se no nível vermelho, o mais elevado.

Sete distritos do norte e centro litoral estão esta segunda-feira sob aviso amarelo por causa da previsão de chuva: Lisboa, Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra e Leiria.

Está prevista chuva por vezes forte, em especial nas zonas altas e nas serras. Para amanhã, o aviso amarelo estende-se a mais distritos, serão onze no total. A partir das 18:00, seis distritos passam a aviso laranja.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê para esta segunda-feira períodos de chuva, podendo ser por vezes forte. Subida de temperatura, em especial da mínima. Céu muito nublado ou encoberto.

Cuidados redobrados nas zonas ribeirinhas

A Proteção Civil alertou para a continuação do risco de cheias nas zonas ribeirinhas. No ‘briefing’ de ontem sobre o ponto de situação na prevenção e apoio às zonas e populações afetadas pelo mau tempo, Mário Silvestre alertou apara um agravamento das condições meteorológicas na terça-feira na região Norte, sobretudo na zona do Minho e do Porto. O plano especial de emergência para a Bacia do Tejo mantém-se no nível vermelho, o mais elevado.


Portugal continental vai continuar nas próximas horas com um quadro meteorológico adverso e com o risco de cheias nas zonas ribeirinhas e movimentos de terra, alertou este domingo a Proteção Civil, aconselhando a população a manter a precaução.

“Continuamos a apelar porque todo o cuidado é pouco nestas situações e, sobretudo, para as pessoas que vivem nas zonas ribeirinhas, que tomem todas as precauções necessárias para a eventual subida das águas”, referiu o comandante nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), Mário Silvestre, na sede da ANEPC, em Carnaxide, Oeiras.

Catorze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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