Amnistia Internacional apela ao respeito dos direitos humanos em vários conflitos globais no Dia 6 de março de 2026

A Amnistia Internacional apela a todas as partes envolvidas no conflito do Médio Oriente para que protejam os civis e respeitem o direito internacional humanitário, exigindo o fim de ataques ilegais, nomeadamente ações deliberadas, indiscriminadas ou desproporcionadas contra civis e infraestruturas civis.

As operações militares no Médio Oriente espalharam-se por toda a região e envolvem atualmente mais de dez países, numa escalada que preocupa a organização humanitária.

No Brasil, em resposta às condenações dos autores morais no caso dos assassinatos de Marielle Franco e Anderson Gomes, a Amnistia Internacional considerou que “o julgamento dos autores morais de um crime contra uma defensora de direitos humanos é um marco no combate à impunidade política”. A organização frisou ainda que “é preciso que este resultado seja convertido em proteção para todos os defensores de direitos humanos no Brasil”.

Em relação à Palestina, desde dezembro de 2025, as autoridades israelitas adotaram várias medidas ilegais destinadas a desapropriar os palestinianos na Cisjordânia ocupada, incluindo Jerusalém Oriental. Estas ações têm como objetivo tornar a anexação do território uma realidade irreversível. A Amnistia alertou que “estas decisões representam uma escalada sem precedentes – em escala e velocidade – no projeto de Israel de expandir os colonatos ilegais”.

Quanto à Ucrânia, assinalando o quarto aniversário da invasão em grande escala da Rússia, Erika Guevara-Rosas, diretora sénior da Amnistia Internacional, afirmou: “o povo da Ucrânia suportou mais um ano de agressão em grande escala, o mais devastador até agora em termos de consequências humanitárias e o mais mortífero em termos de vítimas civis desde 2022”.

Por fim, no Irão, a Amnistia Internacional exigiu que as autoridades suspendam todos os planos para executar oito indivíduos condenados à morte por crimes cometidos durante os protestos nacionais de janeiro de 2026. A organização também insta que sejam anuladas as condenações e sentenças de morte, além do fim dos julgamentos apressados, injustos e marcados por tortura contra, pelo menos, outras 22 pessoas envolvidas na revolta.

Quer comentar a notícia que leu?