Coala Festival. Festival nasceu para revitalizar a autoestima da música lusófona

Coala Festival está de volta ao Hipódromo Manuel Possolo, em Cascais. A organização trouxe nomes de peso para edição deste ano, como Caetano Veloso, Slow J, Bonga ou Branko, reunindo artistas consagrados da lusofonia com artistas emergentes do Brasil e da música africana de expressão portuguesa. O presidente da Câmara de Cascais aproveita para anunciar que quer transformar o concelho “na capital da qualidade de vida em Portugal”.

O Coala Festival anunciou, em conferência de imprensa realizada no dia 26 de março, em Portugal, novos nomes para a edição deste ano, que acontece nos dias 30 e 31 de maio, no Hipódromo Manuel Possolo, em Cascais. O evento confirmou a presença de Zeca Veloso e um espetáculo especial do produtor português Branko, que sobe ao palco com participação do trio Tuyo. Os bilhetes estão disponíveis na plataforma Fever.

A conferência reuniu nomes centrais da realização do festival e da programação artística. Estiveram presentes os artistas Bonga e Branko, além de representantes do evento como Pedro Neto, sócio, diretor e produtor, Gabriel Andrade, sócio fundador e curador, Kalaf Epalanga, músico e escritor angolano que também assina a curadoria do evento, e Fernanda Pereira, Head de Operações. A mediação foi conduzida pela radialista Catarina Palma e contou ainda com a presença de Nuno Piteira Lopes, presidente da Câmara Municipal de Cascais.

Aumentar a “autoestima” da música lusófona

Com 15 de história, o Coala Festival afirma-se como um dos mais relevantes festivais de música de língua portuguesa. Iniciado na cidade brasileira de São Paulo, teve como objetivo inicial “voltar a valorizar a autoestima da música brasileira”, que “estava desvalorizada pelos próprios brasileiros”, refere Gabriel Andrade, sócio fundador e curador do festival.

O responsável afiança que, como sentiu a necessidade de expandir o conceito para a Europa, Portugal foi a escolha “natural” deste nova parceria, passando a ser o país âncora desta expansão, englobando, a partir desse momento, a promoção da música lusófona para chegar a um público mais vasto.

Em Portugal, o Coala expande a identidade, assumindo-se como um ponto de encontro entre culturas que partilham a mesma língua. O festival conecta Brasil, Portugal e África (PALOP), criando uma ligação entre ritmos e gerações, num diálogo artístico que celebra as raízes. A organização refere que está em equação organizar um festival com músicos dos vários países lusófonos no Brasil, mas também em África, mas não revelou mais pormenores sobre esta possibilidade.

Transformar Cascais na capital da qualidade de vida

Nuno Piteira Lopes, presidente da Câmara Municipal de Cascais, lembra o seu compromisso assumido perante os eleitores do concelho na campanha eleitoral de “transformar Cascais na capital da qualidade de vida em Portugal”, fazendo a cultura e os festivais “parte da estratégia” para metamorfosear o concelho na “capital da qualidade de vida” no território nacional.

“Este ano somos a Capital Europeia da Democracia. Dentro de 10 anos, tenho a certeza que, se continuarmos por este caminho de parcerias e colaborações e o alinhamento que já existe dentro da própria Câmara, torna-se tudo mais fácil de concretizar”, anota o autarca.

Clã Veloso, Branko, Slow J e Bonga em destaque

Zeca Veloso, filho de Caetana Veloso, leva ao palco a tour “Boas Novas”, com repertório que reúne faixas do seu primeiro álbum, músicas inéditas e parcerias com Caetano Veloso, Moreno Veloso e Tom Veloso.

Branko apresenta um espetáculo que celebra a nova colaboração com a Tuyo (Brasil), marcando mais um capítulo na troca criativa entre Brasil e Portugal. O músico e produtor português, fundador dos Buraca Som Sistema, reconhece “ser um admirador confesso” da banda de São Paulo. A parceria ganha força com o lançamento de “Pro Mundo Ouvir”, single presente no álbum “Soma”. Na nova música, o trio formado por Lio, Lay e Machado aprofunda a narrativa iniciada anteriormente. “É basicamente uma canção de término, de encerramento”, explica Lay. A faixa aborda o que a artista define como “o começo e fim de um sentimento”, combinando letras emotivas, camadas de vozes e beats eletrônicos.

Criada a partir de uma sessão de estúdio, a canção nasce do encontro entre vivências pessoais e experimentações sonoras. “Quisemos voltar a sentir aquela energia de estúdio”, afirma Branko.

Os anúncios juntam-se ao cartaz já divulgado, que reúne Caetano Veloso, João Gomes, Bonga, Slow J, Lulu Santos, Marina Sena e Ana Frango Elétrico, reforçando a proposta do festival de aproximar diferentes gerações e territórios da música em língua portuguesa.

De regresso a Portugal para a terceira edição, o Coala Festival marca o arranque do verão e promete dois dias de celebração da diversidade cultural e da força criativa do universo lusófono. Com uma programação diversa e cuidadosamente selecionada, o Coala Festival reúne artistas de referência, no icónico Hipódromo Manuel Possolo.

Os bilhetes já estão disponíveis na plataforma Fever.

Fotos: Vai Véi

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