A Águas do Tejo Atlântico anota que, do ponto de vista técnico, de gestão e de circularidade, esta solução “apresenta várias vantagens”, destacando-se “o aumento do rendimento do processo de digestão anaeróbia, tornando-o mais eficiente e rápido, bem como o reforço da produção de biogás e de energia elétrica”.
No próximo dia 19 de março, às 10h00, a Fábrica de Água (ETAR) de Frielas vai receber a apresentação, pela Águas do Tejo Atlântico, da 1ªHidrólise Térmica em Portugal. Este processo de tratamento permitirá uma redução significativa do volume de lamas e a produção de biolamas+ de melhor qualidade.
A primeira unidade de hidrábrica de ólise térmica em Portugal será construída na Fábrica de Água (ETAR) de Frielas, no município de Loures. Este processo de tratamento permitirá uma redução significativa do volume de lamas e a produção de biolamas+ de melhor qualidade.
Processo inovador de tratamento de lamas
A hidrólise térmica é um processo de tratamento de lamas aplicado em Fábricas de Água “com digestão anaeróbia”, que permite otimizar a eficiência do tratamento e aumentar a valorização dos subprodutos gerados.
Segundo a Águas do Tejo Atlântico, do ponto de vista técnico, de gestão e de circularidade, esta solução “apresenta várias vantagens”, destacando-se “o aumento do rendimento do processo de digestão anaeróbia, tornando-o mais eficiente e rápido, bem como o reforço da produção de biogás e de energia elétrica”.
Com a implementação desta tecnologia, prevê-se também uma redução de cerca de 52% do volume de lamas provenientes de três das maiores instalações da empresa — as Fábricas de Água de Alcântara, Alverca e Frielas — bem como a produção de biosólidos de elevada qualidade.
Da ETAR para a agricultura
A aposta nesta solução “contribui para a promoção da economia circular e da sustentabilidade ambiental, uma vez que as biolamas+ resultantes deste processo permitem a sua valorização agrícola direta”.
Estes biosólidos, diz a companhia, fornecem matéria orgânica e nutrientes aos solos, reduzindo a necessidade de fertilizantes e corretivos químicos, nomeadamente fósforo e azoto.
Para além dos benefícios ambientais, esta solução apresenta também vantagens económicas, ao contribuir para a redução dos custos operacionais da infraestrutura e da Águas do Tejo Atlântico. “Esta opção representa uma mudança de paradigma na gestão de subprodutos, estando alinhada com diversos objetivos, nomeadamente o Pacto Ecológico Europeu, o Roteiro para a Neutralidade Carbónica 2050 e o Plano de Ação para a Economia Circular, a valorização de recursos, a descarbonização do ciclo urbano da água e o aumento da produção de energia endógena renovável — através do reforço da produção de biogás — contribuem para a redução da pegada carbónica e para uma operação mais eficiente”.
A empreitada, adjudicada à AQUAPOR / Luságua pelo valor de 28,7 milhões de euros, terá capacidade para valorizar 72.924 toneladas de lamas por ano e permitirá produzir mais 13,3 GWh/ano de energia verde. A conclusão da obra está prevista para o último trimestre de 2027.
A realizar no dia 19 de março, às 10h00, a cerimónia de apresentação da empreitada da obra vai ser presidida pelo secretário de Estado do Ambiente, José Manuel Esteves, e vai contar com a presença do presidente da Câmara Municipal de Loures, Ricardo Leão, e do presidente do conselho de administração da Águas do Tejo Atlântico, Nuno Brôco.




