Exercício de alerta de tsunami vai ser testado no dia 24 de março

Lisboa vai pôr à prova o sistema de alerta de tsunami da cidade na manhã da próxima terça-feira, dia 24 de março, acionando as quatro sirenes que já estão instaladas no Município, num exercício em que serão também testadas as rotas de encaminhamento até aos pontos de encontro e a prontidão da resposta. O Executivo do Município refere que a cidade de Lisboa deve ser sensibilizada para os riscos a que está exposta.

 O exercício LisbonWave26 decorrerá durante a manhã, entre as 10h30 e as 12h00, estando previsto que o som das sirenes seja testado durante cerca de 20 a 30 minutos, período no qual se escutará uma sequência de toques seguida de uma mensagem de voz transmitida em português e em inglês.

As sirenes já instaladas localizam-se na Praça do Império, na Ribeira das Naus, no Passeio Carlos do Carmo e na Doca de Alcântara, tendo as duas últimas sido recentemente instaladas. O objetivo do Ewxecutivo é ter um total de dez sirenes em funcionamento em toda a frente ribeirinha até ao final do mandato.

“Temos vindo a apostar no reforço do investimento na Proteção Civil, dotando de mais recursos e de mais meios esta que é uma área crucial, e que tem conquistado reconhecimento pelo empenho demonstrado e pela resposta cada vez mais eficaz aos desafios que diariamente se colocam na nossa cidade”, afirma o presidente da Câmara Municipal de Lisboa.

“A cidade encontra-se exposta a vários riscos naturais, como sismos, tsunamis, inundações, entre outros. Exercícios como o LisbonWave26 são essenciais para reforçar a cultura de prevenção e de segurança face a esses riscos, contribuindo de forma decisiva para que a população disponha de toda informação e esteja prepara para situações de emergência com as quais poderá vir a ser confrontada no futuro”, acrescenta Carlos Moedas.

Sensibilizar a cidade para os riscos a que está exposta

O exercício da próxima terça-feira será o culminar de várias iniciativas realizadas pela Autarquia, durante o mês de março, no âmbito da comemoração do Dia Internacional da Proteção Civil, com o intuito de envolver e sensibilizar a cidade relativamente aos riscos a que está exposta.

Foi nesse sentido que a Câmara Municipal de Lisboa promoveu hoje, dia 20 de março, uma sessão de apresentação do sistema de alerta de tsunami com as Embaixadas, conduzida pelo diretor dos Serviços Municipais de Proteção Civil (SMPC), André Fernandes, que contou igualmente com a presença do vereador Rodrigo Mello Gonçalves, que tem o pelouro da Proteção Civil.

Antes, no dia 9, foi a vez de as Juntas de Freguesia participarem numa ação semelhante. Nesse encontro, no qual foi apresentado e feito um ponto de situação do sistema de alerta de tsunami, o vereador Rodrigo Mello Gonçalves aproveitou para reforçar a vontade do Executivo de colaborar na implementação das Unidades Locais de Proteção Civil – já em curso – nas 24 Freguesias, bem como dos planos locais de emergência. Estes temas foram também abordados no âmbito de uma reunião com a oitava comissão da Assembleia Municipal de Lisboa, no dia 2.

Sublinhando a importância da articulação de todas as entidades num cenário de catástrofe, o vereador afirma: “Não conseguimos prever um tsunami, mas Lisboa conhece os riscos e prepara-se em função disso. É fundamental testar a organização e a articulação das várias entidades envolvidas no socorro, aumentando assim a resiliência da cidade”.

Além disso, acrescenta Rodrigo Mello Gonçalves, “todos nós, cidadãos, somos agentes de proteção civil e temos um papel determinante na forma como se responde a um evento catastrófico com potencial devastador, como é o caso de um sismo seguido de tsunami. Saber o que fazer num cenário desses é, por isso, crucial, e tem de envolver a comunidade como um todo, os que cá residem, os que cá trabalham e os que nos visitam diariamente”.

Alerta aos sinais: recuo da massa de água

“Sempre que se verificar um abalo sísmico, por precaução, os cidadãos devem afastar-se o mais possível da zona ribeirinha – mesmo num sítio onde não haja um aviso de alerta de tsunami – procurar um local mais alto e seguro”, explica por sua vez o diretor dos Serviços Municipais de Proteção Civil, André Fernandes, alertando ainda para os sinais que podem indicar um tsunami, por exemplo, o recuo da água. “Quem estiver num sítio onde haja a demarcação das rotas de evacuação e os pontos de encontro deve seguir essa sinalética”, acrescenta o responsável.

 

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