Um incêndio que deflagrou esta manhã, quarta-feira, num apartamento na Praceta Guerra Junqueiro, em Carnaxide, Oeiras, obrigou a evacuar o prédio. Não há registo de feridos. O administrador interno do condomínio aproveita para alertar para a possibilidade de ocorrência de subaluguer de quartos num dos apartamentos, onde vivem “20 pessoas, uma situação que tem gerado mal-estar entre a vizinhança.
O alerta para a ocorrência foi dado às 8H39 de hoje. Ao que nosso jornal apurou junto de fonte dos Bombeiros de Carnaxide, os moradores foram retirados dos seus apartamentos por segurança e o trânsito foi cortado na Avenida Portugal.
Ao local da ocorrência acorreram os Bombeiros Voluntários de Carnaxide, com 19 operacionais apoiados por cinco viaturas, bem como a PSP, que estabeleceu um perímetro de segurança no local.
Em declarações no local ao nosso jornal, Carlos Covelas, 2º comandante dos Bombeiros de Carnaxide, referiu que o incêndio deflagrou às 8h39, tendo sido acionada “prontamente” o contingente de bombeiros, que chegaram ao local às 8h50.
À chegada ao teatro de operações, os bombeiros depararam-se com “um incêndio de grande intensidade”, mas primeiramente evacuaram o prédio para “pôr os moradores em segurança”, tendo que arrombar a porta do apartamento do 8º andar onde deflagrou o incêndio. “Tentámos controlar o incêndio no 8º andar, uma vez que havia a propagação vertical (das chamas) ao 9º andar, mas conseguimos controlar a situação e, também, a propagação do incêndio aos andares superiores”.
O operacional explica que o incêndio “foi completamente extinto” por volta das 10H00, tendo sido feito o rescaldo do fogo e criado as condições de segurança para os moradores poderem voltar às suas casas, por volta das 10h30.
Carlos Covelas afiança que o apartamento do 8º andar “ficou inabitável”, tendo também sido registados danos na fachada e na caixilharia do apartamento do 9º andar. O responsável disse que solicitou, de imediato, à Câmara Municipal de Oeiras uma avaliação da estrutura da varanda e da fachada de ambos os apartamentos.
Quanto às causas do incêndio, o 2º comandante escusou-se a comentar as origens do incidente, uma vez que a investigação “não cabe aos bombeiros”.
Segundo um morador ouvido pelo “Olhares de Carnaxide e Queijas” no local, que não quis ser identificado, o incêndio terá alegadamente deflagrado por um aquecedor elétrico que terá ficado ligado enquanto a proprietária foi fazer compras.
Moradores em pânico
Enquanto aguardava para poder entrar em casa para ir buscar as chaves do carro para ir trabalhar, o morador do 1º andar e administrador interno do prédio, Carlos Pereira, confessa que os vizinhos foram alertados pelos moradores dos andares superiores. “As pessoas desceram em pânico e tocaram as campainhas de todos os moradores para avisar do incêndio. Liguei para o 112, mas disseram que já tinham sido alertados. Os bombeiros e a PSP chegaram passados 5 ou 10 minuto e mandaram logo evacuar o prédio”.
Carlos Pereira refere que os vizinhos dos “andares de cima apanharam um grande susto”, bem como uma vizinha do prédio contíguo “que viu as chamas propagarem ao seu ar condicionado”, mas a “pronta intervenção dos bombeiros” evitou a propagação das chamas a mais apartamentos.
Negócio de subaluguer de quartos
O administrador do condomínio aproveita para denunciar a possibilidade de, no mesmo prédio, estar a ser levado a cabo um negócio de subaluguer de quartos por investidores “sem rosto”. Carlos Pereira suspeita de “movimentos estranhos no 4º piso”, onde “há relatos de morarem 20 pessoas”, num apartamento T3. Segundo Carlos Pereira, a situação “tem trazido alguns problemas ao prédio” nomeadamente “em questões de segurança”, por que “todos os dias vemos pessoas novas a entrar a sair do prédio e nós não sabemos que elas são. Os vizinhos preocupam-se e tem vindo a alertar-nos para esta situação. Há problemas de ruídos e barulhos à noite e a polícia já foi alertada várias vezes, mas nós sentimo-nos impotentes, até porque não há nenhuma lei que impeça esse tipo de situações”
Carlos Pereira conta que a administração do condomínio tentou contactar o proprietário do imóvel, mas que obtiveram resposta “de uma sociedade de advogados”, que “não se mostrou muito preocupada” com os alertas dos representantes dos vizinhos.




