A companhia da Amadora Teatro dos Aloés estreia no dia 20 de março, nos Recreios da Amadora, a sua 72ª criação, a peça “Morte e a Donzela”, de Ariel Dorfman, com a encenação de Jorge Silva. A peça do dramaturgo chileno põe a nu a violência repressiva das ditaduras sul-americanas.
Com as interpretações dos atores Graciano Amorim, Nuno Nunes e Patrícia André, esta peça retrata “um País no período de transição para a democracia” logo após o “fim” de uma feroz ditadura, onde se desenvolve “um debate político e psicológico sobre a moralidade, justiça e humanidade”.
Um retrato contundente sobre as ditaduras
“A Morte e a Donzela” é já um clássico do teatro moderno. Escrito pelo chileno Ariel Dorfman, é um dos mais contundentes retratos do momento posterior às ditaduras militares da América Latina, expondo feridas abertas por mortes e torturas cometidas pelos mecanismos de repressão dos aparelhos repressivos.
Em três atos eletrizantes, narra o encontro entre Paulina, que havia sido torturada e repetidamente violada na prisão, com um de seus algozes, o médico que acompanhava e participava das sevícias. Entre os dois está o marido, advogado de direitos humanos que acaba de ser nomeado para integrar a comissão governamental de investigação dos crimes da ditadura chilena.



