Super Bock Club regressa ao Coala Festival Portugal, realizado em Cascais nos dias 30 e 31 de maio, como ponto de encontro das batidas transformadas pelo Atlântico. Este palco, dedicado à música eletrónica, reflete a diversidade das pistas de dança contemporâneas, pondo acento tónico nas recriações musicais da lusofonia.
Pelo segundo ano consecutivo a marca de cervejas Super Bock dá nome ao palco eletrónico do festival, destacando-se como um dos seus espaços mais identitários do evento e afirmando-se como um palco onde diferentes trajetórias culturais se encontram.
A organização refere que, “mais do que um lugar onde a batida fala português”, este palco dedicado à dança “é um território onde o espaço físico e simbólico partilhado pelos artistas se transforma num verdadeiro ponto de encontro, um ambiente em constante mutação, marcado por cruzamentos, deslocações e novas formas de pertença”.
O alinhamento deste ano traduz essa dinâmica, propondo uma circulação entre Portugal, os países africanos de língua oficial portuguesa, o Brasil e as suas extensões globais. As várias linguagens da música eletrónica dialogam com heranças afro e da diáspora, refletindo a diversidade e a energia das pistas de dança atuais.
Kalaf é curador do palco de dança
Assumindo-se como “a pista por onde transitam batidas transformadas pelo Atlântico”, Kalaf Epalanga, fundador dos Buraka Som Sistema, que faz parte da curadoria do palco, sublinha que “mais do que um palco, o Super Bock Club no Coala Festival Portugal é um lugar de encontros. Aqui, a batida é feita de viagens, de memórias e de futuros possíveis.”
Neste contexto, destaca-se a presença de Gayance, DJ de origem haitiana, com percurso pelo Canadá e atualmente a residir em Lisboa. O seu trajeto espelha o momento vivido na cidade, cada vez mais marcada por artistas que a escolhem como casa e que contribuem ativamente para o seu tecido cultural.
“A inclusão destes novos lisboetas reforça o compromisso do palco em refletir uma realidade plural e em transformação”.
Com mais de uma década de história, o festival nascido na cidade de São Paulo, Brasil, afirma-se como um dos mais relevantes festivais de música de língua portuguesa.
Em Portugal, o Coala expande a identidade, assumindo-se como um ponto de encontro entre culturas que partilham a mesma língua. O festival reúne artistas do Brasil, Portugal e África (PALOP), criando uma ligação entre ritmos e gerações, num diálogo artístico que celebra as raízes.
De regresso a Portugal para a terceira edição, o Coala Festival, realizado nos dias 30 e 31 de maio, marca o arranque do verão e promete dois dias de celebração da diversidade cultural e da força criativa do universo lusófono. Com uma programação diversa e cuidadosamente selecionada, o Coala Festival reúne artistas de referência, no icónico Hipódromo Manuel Possolo, em Cascais.

