O plano operacional para salvaguardar a mancha florestal e agrícola de Loures baseia-se no Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR), coordenado pelo Serviço Municipal de Proteção Civil de Loures (SMPC), foi agora apresentado. Esta estrutura foi desenhada especificamente para reforçar as ações de vigilância, prevenção e ataque rápido aos fogos na fase mais crítica do ano.
O Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais foi apresentado, no Parque Adão Barata, em Loures, pelo coordenador do Serviço Municipal de Proteção Civil de Loures (SMPC), Pedro Barbosa.
Esta estrutura operacional, projetada para a fase mais critica de intervenção, disponibiliza um conjunto de meios humanos: duas equipas do SMPC e da Polícia Municipal; duas equipas dos Sapadores Florestais; sete equipas de combate; 14 Equipas de Intervenção Permanente; cinco equipas de apoio logístico; e quadros ativos das corporações com 300 bombeiros voluntários.
Os meios terrestres, reforçados com o apoio de patrulhas da GNR e PSP, e pelo sistema de monitorização e deteção na torre de vigia do Cabeço de Montachique, são complementados por agentes ativos na Grande Lisboa, e dois helicópteros e quatro aviões médios da Autoridade Nacional de Emergência.
Trata-se de um dispositivo “robusto que trabalha em equipa, de maneira ampla e dedicada”, sublinhou o vereador da autarquia, Nuno Dias. que relevou o investimento do Município “de forma recorrente e basilar para a proteção e segurança das pessoas e bens”.
Para o presidente da Câmara Municipal de Loures, os meios alocados a esta missão “são fruto daquilo que decidimos apostar no início deste mandado. Quando aqui cheguei, aquilo que detetei imediatamente foi um afastamento do Serviço Municipal de Proteção Civil por parte dos nossos corpos de bombeiros. E o que atingimos hoje foi uma ligação excecional entre um elemento fundamental e aquilo que é a segurança e a proteção dos incêndios, que são os nossos bombeiros”.
“A missão era conseguir criar esta estrutura que permitisse estar oleada, determinada, eficaz e operacional do ponto de vista da funcionalidade da mesma. E também o investimento necessário para que ela possa ocorrer nessas duas frentes, que é a prevenção e o combate”, referiu Ricardo Leão, acrescentando que na prevenção “fizemos e continuamos a fazer uma aposta enorme junto das escolas, das empresas e das instituições, equipando-nos também do ponto de vista do que a tecnologia nos oferece para fazermos essa devida prevenção”.
“Depois há o combate. E se não fosse a capacidade e a rapidez imediata que as nossas sete corporações de bombeiros tiveram numa interajuda impressionante e de coordenação por parte do Serviço Municipal de Proteção Civil, não seria possível alcançarmos os resultados que atingimos do ponto de vista daquilo que foi a diminuição quer do número de incêndios, quer do número de hectares ardidos”, sublinhou ainda o autarca.
Segundo Ricardo Leão, “isto também só foi possível, porque aumentámos como nunca a capacidade das nossas sete corporações de bombeiros. Aumentámos os GIPE e as EIP e, desta forma, a nossa capacidade de termos bombeiros permanentes profissionais nas nossas associações de bombeiros. E isso deveu-se a um investimento enorme do atual Executivo Municipal”.
Na sessão pública, marcaram presença as entidades oficiais, agentes de proteção civil, a vereadora Paula Magalhães e o vogal do conselho de administração dos SIMAR, Nuno Leitão.






