A marcha que renova os mercados

A marcha que já estava na cabeça de toda a gente começou, por fim, a existir oficialmente em 2005.

Luísa Carvalho – Presidente da Associação dos Comerciantes dos Mercados de Lisboa

Os comerciantes sempre quiseram desfilar. A marcha que já estava na cabeça de toda a gente começou, por fim, a existir oficialmente em 2005. Os comerciantes sempre quiseram desfilar. Os mercados, cada vez mais, precisam que se fale deles, e que os vendedores e clientes continuem a enchê-los. Graças às Juntas de Freguesia, à Câmara e à Associação de Mercados, estão a renovar-se e a renascer. A marcha com a letra e música de Toy promete surpresas, irreverência e bom humor na Avenida.

Este ano, o tema da marcha dos mercados chama-se “da rua para os mercados”.

Luísa Carvalho, presidente da Associação dos Mercados de Lisboa e coordenadora da sua marcha, recorda que antes havia os vendedores ambulantes, a correr com as suas alcofas, ou as padiolas, levadas pelos animais de carga. A evolução daí até hoje é a inspiração do tema deste ano.

A letra e música, que o Olhares de Lisboa ouviu em primeira mão, são de Toy e fazem todo o sentido no que toca ao tema escolhido. Luísa explica que basta dizer ao cantor as quatro ou cinco palavras do tema, e a canção nasce espontânea e naturalmente.

É bom que isso aconteça: Esta marcha, cuja única diferença é não concorrer, adapta-se à evolução, e a sua responsável sublinha que actualmente há um grande rigor nos desfiles e no concurso.

“Não há tanto bairrismo mas há muito profissionalismo e muito glamour, e alguma influência do Carnaval brasileiro. A diferença em relação aos finais do século XX é gigantesca. Antes havia apenas uns bocados de cetim a brilhar, e mais nada”.

Com acesso à informação e a tudo o que se passa, como as outras marchas, a coordenadora fica surpreendida com algumas situações. “Às vezes há fatos que deixam muito a desejar, até na confeccção. Trabalhei numa escola de moda, sei do que falo. Nem sempre as classificações são muito claras, mesmo descontando as grandes rivalidades entre marchas”.

Também considera que qualquer marcha que queira fazer tudo de novo anualmente, sem reciclar nada, nunca conseguirá levar a cabo o espectáculo com os 27 mil euros fornecidos pela autarquia.

 

 

 










 

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