Este ano, a Câmara Municipal de Almada quer zero mortes nas praias da Costa da Caparica. Quem o afirma é a vereadora Francisca Parreira, do pelouro da Proteção Civil do município de Almada.A vereadora da proteção civil da Câmara de Almada, Francisca Parreira, e o presidente da Junta de Freguesia da Costa, José Ricardo, são unânimes em afirmarem: “este ano, o nosso objetivo é conseguirmos que ninguém morra nas praias da Costa da Caparica. O ano passado, infelizmente, ainda tivemos duas mortes. Este ano estamos a trabalhar para não termos nenhuma”.

Estas afirmações dos responsáveis autárquicos foram efetuadas no decorrer da cerimónia de assinatura de um protocolo, no âmbito do programa Praia Protegida, assinado, hoje, entre a Câmara Municipal de Lisboa, a capitania do Porto de Lisboa e os bombeiros Voluntários da Trafaria e Cacilhas e as Associações de Nadadores Salvadores da Costa da Caparica, para garantir a operacionalização do programa Praia Protegida 2019.

Segundo a vereadora Francisca Parreira, estes protocolos pretendem assegurar o socorro e assistência aos banhistas que procuram os 13 km de praia do concelho de Almada, não só durante a época balnear (1 de junho a 30 de setembro), mas também nos períodos de pré-época (6 de abril a 31 de maio) e pós-época (01 a 13 de outubro), inclusivamente nas praias não vigiadas ou não concessionadas.

Francisca Parreira lembrou que, 2018 foi o primeiro ano de implementação do programa Praia Protegida, considerado pela Autoridade Marítima e por todas as entidades parceiras um sucesso, recordando que a autoridade marítima regional, neste caso a Capitania do Porto de Lisboa, é a entidade coordenadora deste programa que, essencialmente, quer “olhar” pela segurança dos oito milhões de pessoas que, anualmente, frequentam as praias da Costa – a maioria originários da Área Metropolitana de Lisboa.

Esta operação da proteção civil de Almada, que irá custar cerca de 70 mil euros e conta com o apoio do vereador dos SMAS (Serviços Municipalizados de Água e Saneamento), Miguel Salvado, tem como principal objetivo – acrescenta Francisca Parreira – “manter uma Costa da Caparica apetecível e amada pelos turistas, tanto nacionais como estrangeiros”.

Por seu turno, o presidente da Junta de Freguesia da Costa salientou que, uma das grandes virtudes deste programa é “o de acionar os dispositivos mínimos de segurança durante a pré-época e a pré-época balnear, o que pode contribuir para uma época balnear tranquila”, o que permite “trabalhar em prol da segurança em termos de atividades turísticas”.

Por outro lado, o responsável da Proteção Civil Municipal de Almada, António Godinho, revelou que, este ano, vai existir um reforço no número de nadadores salvadores e de viaturas de apoio, bem como dos meios rádio (SIRESP) a utilizar.

Já o comandante da Capitania do Porto de Lisboa fez questão de lembrar que, infelizmente, “ainda temos uma grande mortalidade nas nossas praias, mas, felizmente, municípios como o de Almada arriscam neste modelo de prevenção e de combate à sinistralidade nas nossas praias.”

Além da Câmara de Almada, assinam estes protocolos: Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Cacilhas; Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários da Trafaria; Âncora – Associação de Nadadores Salvadores da Fonte da Telha; NSRS Atlântico – Associação Nadadores Salvadores, Resgate e Salvamento Marítimo; Caparicamar – Associação Juvenil de Resgate e Salvamento Aquático; e ANSFACC – Associação de Nadadores Salvadores da Frente Atlântica Costa de Caparica

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